quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A Obra de Fernando Pessoa

Por Edezilton Martins
.
Não há dúvida de que muito do entendimento que temos é equivocado. Logo se faz necessário abalar o modo de pensar. Deus criou a verdade inatingível e a Igreja inventou uma verdade. Constato que as noções de céu, inferno e pecado perdem substancialidade.
Quando mais me aprofundo no entendimento mais constato que precisamos ver as coisas ao contrário. Somos vítimas das idéias fixas, das crenças inquestionáveis e do saber pronto.
Há na literatura exemplos extraordinários de homens que abalaram a forma de pensar de sua época, e cuja obra é eterna, porém ainda não devidamente conhecida. Entre eles destaco Nietzsche e Fernando Pessoa. Sobre Nietzsche já escrevi neste blog. Escrevo agora sobre Fernando Pessoa.
Nietzsche se definiu como um homem póstumo. "Minha obra somente será entendida pelos homens do futuro", disse. Fernando Pessoa se definiu como um caráter diferente.
A mente de Fernando Pessoa foi algo extraordinário. Havia em Pessoa um descontentamento com o humano. Descontentamento decorrente da sua percepção, baseada na sua experiência própria, do que transcende o humano, conhecimento num só entendimento da absoluta possibilidade/capacidade humana em contraste com as limitações inerentes a sua natureza. Pessoa se desvencilhando de toda forma de idéias fixas, crenças e saber pronto, sem negá-los insipientemente, deixou sua mente aberta ao novo, sua capacidade de aprendizado disponível. O que limita o entendimento são as premissas. Os dogmas religiosos constituem as premissas mais determinantes.
Corajoso ao extremo foi Pessoa. Não se limitou a ser ele mesmo, precisou ser tudo, de todos os modos ao mesmo tempo (ver a poesia “Passagem das Horas” do heterônimo Álvaro de Campos). Pessoa não sentiu tudo, porque isto seria impossível, mas ousou ser muito grande. E foi... Foi grande no uso da imaginação: utilizou-se da imaginação para multiplicar as suas experiências, porque não se contentava com pouco.

Algumas passagens de Pessoa ele mesmo: “A vida é breve, a alma é vasta” / “Ser descontente é ser homem” / “Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena” / “Quem quer passar além do bojador, tem que passar além da dor”.

Algumas passagens do heterônimo Alberto Caeiro: “Há metafísica bastante em não pensar em nada” / “pensar em Deus é desobedecer a Deus” / “É preciso não ter filosofia nenhuma. Com filosofia não há árvores; há idéias apenas” / “sentir é estar distraído” / “o que penso eu das coisas? Sei lá o que penso eu das coisas?... Se eu adoecesse pensaria nisto”.

Algumas passagens do heterônimo Ricardo Reis: “Sábio é o que se contenta com o espetáculo do mundo, e ao beber nem recorda que já bebeu na vida. Para quem tudo é novo e inacessível sempre” / “Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim a lua toda brilha, porque alta vive”.

Algumas passagens do heterônimo Álvaro de Campos: “excesso de carícias ao corpo numa só carícia à alma” / “sentir tudo de todas as maneiras, viver tudo de todos os lados, ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo, realizar em si toda a humanidade de todos os momentos, num só momento difuso, profuso, completo e longínquo” / “não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo”.

Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos são os três heterônimos mais conhecidos de Fernando Pessoa (heterônimo: pessoa não real inventada por Pessoa como tendo vida real para o público). Cada um dos heterônimos pensa de modo distinto; discordam entre si, mas também se completam. A heteronímia foi a forma que Pessoa encontrou de pensar tudo na literatura e na vida pessoal.

A obra de Pessoa é uma daquelas leituras imprescindíveis. Quem quiser se iniciar na leitura deve ler “O Eu Profundo e os Outros Eus”, editora Nova Fronteira, livro do qual foram tiradas as passagens inseridas neste texto.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Olimpíadas 2008

Por Edezilton Martins
.
É assaz estreita a relação entre os feitos do esporte e as realizações corporativas, sucesso empresarial. O que caracteriza esta relação é o fator liderança e time.
A definição mais interessante para liderança está no livro O Monge e o Executivo: “Ser líder é servir”.
Nas partidas dos diversos esportes, sobretudo nas coletivas, se ver, particularmente, as atuações dos líderes servidores.
A partida de disputa do ouro que o futebol brasileiro feminino fez nas olimpíadas contra os Estados Unidos foi destaque a atuação de Marta.
Na partida de Volleyball masculino, na semifinal contra a Itália, quando o Brasil perdeu o primeiro set jogando abaixo do seu potencial, o destaque foi Giba. Chamou para si a responsabilidade, passou a virar todas as bolas, fazendo com que o time todo encontrasse o seu melhor volleyball.
Diferente do que vem ocorrendo com o futebol masculino: ganhou uma das últimas copas do mundo jogando mal; foi eliminado da última de modo covarde. E nestas olimpíadas foi uma vergonha. Um jogador como Ronaldinho Gaúcho não pode abdicar da função de líder: “Como jogador é um craque; como determinação mental é um perdedor.
Quando duas equipes se equivalem numa partida a determinação mental faz a diferença.
Assim como nos esportes as empresas somente obtêm sucesso se funcionam como times.

Um dos melhores sentimentos é o sentimento de vitória; campeão. Porém este sentimento não é prerrogativa dos esportistas: quem ocupa cargo de direção ou gestão de pessoas no universo empresarial pode ter o mesmo sentimento de vitória de um esportista. Bernardinho, técnico do volleyball masculino, é um excelente exemplo de gestor de pessoas de sucesso. Outro exemplo, no universo corporativo, foi Jach Welch, líder da GE que revolucionou a forma de administrar e fazer gestão de pessoas.
O sentimento de vitória pode ser vivenciado pela simples sensação do fazer bem feito, já que nem todos têm a oportunidade de assumir cargos de direção ou gestão de pessoas. Ou pela sensação de estar na vida fazendo a coisa certa, vivendo com ética, coragem e determinação.

Há, de modo geral, nas pessoas medo de serem felizes, vitoriosas, boas no que fazem, diferentes. Há, também, pessoas que ao serem boas valorizam, demasiadamente, este feito; com isto se tornam suscetíveis.
Uma pessoa, quando experimenta o sentimento de sucesso, tornar-se diferente, predestinada ao sucesso.
É necessário o sucesso. A sensação de fazer algo de modo extraordinário dá ao homem o apoio e auto-estima necessários para obter sucesso em todas as outras áreas da vida: relacionamentos pessoais, sexual, amizades, etc.
Não pode haver sucesso sem simplicidade e ética. Um homem corrupto será sempre um derrotado, ainda que aparentemente pareça vitorioso. Porque um corrupto é um covarde. O sentimento de sucesso, tão necessário para a formação do homem de sucesso, não combina com o sentimento de covardia. Ética é fundamento do sucesso.

Os esportistas de sucesso nos ensinam que não se faz um verdadeiro campeão, ou um verdadeiro homem sem simplicidade, ética e determinação mental: não há times de sucesso ou empresas de sucesso sem grandes lideres; não há grandes lideres sem ética, simplicidade e determinação mental.

domingo, 17 de agosto de 2008

Literatura da Seca

Por Edezilton Martins
.
Há obras extraordinárias que abordam a sistemática da seca e da fome no Nordeste do Brasil. Só para citar algumas: “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, “Morte e Vida Severina” de João Cabral de Melo Neto (na literatura); “Asa Branca” de Luiz Gonzaga (na música).
Há uma mística nostálgica em torno da temática da seca e da fome. Há diversos escritores e pensadores iniciantes que insistem em produzir literatura abordando o tema. Devíamos nos contentar com as obras já célebres, como as citadas. Precisamos ver o Nordeste noutra perspectiva.
Enquanto o Brasil cresceu, em média, 5,4% em 2007, o Nordeste cresceu 5,9%. A população nordestina está inserida, substancialmente, nos 52% da classe média, cfe pesquisa da FGV.
Enquanto mistificamos o nordeste como sinônimo de seca, fome e miséria deixamos de focar o real potencial desta região.
A mistificação enquanto modo global, holístico de ver a realidade é, didaticamente, alienadora à medida que deixamos de ver e tratar as particularidades. Isto se aplica, sobretudo, no campo político e sociológico. O político que pensa o povo de modo coletivo assume o risco de não enxergar as particularidades. O sociólogo que procede desta forma comete um tremendo erro de entendimento.
Não é que não haja seca e fome no Nordeste. Estas existem e precisam ser vistas e tratadas como particularidades. O cidadão visto como povo tornar-se anônimo. Ou seja, onde há coletividade não há justa cidadania. Porque a cidadania só existe particularizada.

Cometemos o mesmo erro quando pensamos a nação brasileira. Há bastante literatura tratando de particularidades brasileiras, embora com caráter universal: “Os Sertões” de Euclides da Cunha, “Grande Sertão: Veredas” de Guimarães Rosa, “Casa Grande e Senzala” de Gilberto Freire, etc. É importante lermos e estudarmos tais obras. Todavia, devemos ter a consciência de que elas não descrevem o Brasil de hoje: inserido na economia mundial e emergente; do tráfico, milícias e ausência do Estado; da educação deficiente; de classe média em ascensão, hoje 52% da população. O Brasil que, em 2030, segundo o Goldman Sachs, ocupará a 5ª posição entre as maiores economias do mundo.
Vivemos outra realidade: a era da internet, das economias e saber globalizados em que não é mais necessário viajar fisicamente para conhecer o mundo. O mundo cabe na tela do computador. Isto exige que o homem tenha a mente aberta e flexível, apta e receptiva a novos entendimentos, paradigmas e culturas.
Não há lugar para disputas de religião, raça, sexo e ideologias. Luta armada, resistências, Che Guevara, Fidel Castro, etc. funcionaram no passado. O mundo, hoje, é de quem não faz guerras por ideologias ou dogmas; é de quem dispõe de caráter, educação social e diferencia-se pela competência. Esperteza é ser honesto. Isto pode parecer contraditório, pois nos parece, pelo que vemos na mídia e ao nosso redor, que os imorais estão levando vantagem.
O futuro será dominado pelas pessoas de caráter porque estas pessoas são mais comprometidas com a superação pessoal, tendentes a ter leitura mais exata das oportunidades. São pessoas amantes da literatura, das artes e da educação. Estas lhes dão um poder extraordinário.

domingo, 3 de agosto de 2008

Fernando Pessoa

Por Edezilton Martins
.
Mas o que é o próprio homem senão um inseto cego e inane zumbindo contra uma janela fechada? Instintivamente pressente, para além da vidraça, uma grande luz e calor. Porém é cego e não pode vê-la; nem pode ver que algo se interpõe entre ele e a luz. Por isso esforça-se atabalhoadamente por se aproximar dela. Pode afastar-se da luz, mas não consegue chegar mais perto desta do que a vidraça o permite. Como irá a ciência ajudá-lo? Pode descobrir a irregularidade e as protuberâncias próprias do vidro, constatar que aqui é mais espesso, ali mais fino, aqui mais grosseiro e acolá mais delicado: com tudo isso, amável filósofo, até que ponto se aproxima da luz? Até que ponto esta mais perto de ver? E todavia acredito que o homem de gênio, o poeta, consegue de algum modo atravessar a vidraça e sair para a luminosidade exterior; sente calor e satisfação por ter ido tão mais longe do que todos os homens, mas mesmo ele não continua cego? Estará mais próximo de conhecer a verdade eterna?

Deixe-me levar a minha metáfora um pouco mais longe. Há alguns que se afastam da vidraça para o lado errado, recuando; porém, ao darem consigo longe dela gritam em redor, “Já a atravessamos”.

O texto acima é de autoria de Fernando Pessoa; do livro “Escritos autobiográficos, automáticos e de reflexão pessoal”.
O texto dispensa comentários.

A literatura nos permite de algum modo atravessar a vidraça e sair para a luminosidade exterior. Como o poeta do texto de Pessoa.

O homem precisa de mais caráter e menos religião. O homem não precisa de fé. A fé conforma.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Desfile de Moda é Arte em Tupanatinga



O desfile de moda da empresária Cláudia Tavares foi um excelente evento. Assim como os outros desfiles que houve na cidade.


O desfile foi realizado no novo ginásio, em junho/2008.


De olho nas festividades juninas e na tradicional festa de Padroeira (Santa Clara), a empresária apresentou aos seus clientes sua nova coleção. Para tanto, organizou um grandioso evento: (destaque e ousadia!) fez um espetáculo de arte e beleza.


A beleza esteve presente no requinte da ornamentação e nos encantos das modelos. O público, presente e atento, demonstravam satisfação e deslumbramento pela apreensão do belo.


Os desfiles de moda em Tupanatinga estão se firmando. Excelente! Tais eventos têm valor artístico e educacional , e cria ambiente cultural. Estética e glamour!


Moda é arte. Assim os desfiles de moda merecem todo o destaque da mídia de Tupanatinga.

sábado, 26 de julho de 2008

Eleições Para Prefeito 2008

Por Edezilton Martins
.
Hoje a mídia discute a questão de candidatos a prefeitos que respondem a crimes na administração pública quanto à autorização para candidatura.
Não somente deveria ser proibida a candidatura pelo motivo acima, como deveria se aplicado um concurso com objetivo de testar as competências dos candidatos quanto a direito, administração, filosofia (ética), matemática, língua portuguesa, cidadania e conhecimento do município. Prova aplicada pelo juiz Valter José Vieira, na cidade de Poço Fundo-MG, detectou que 20% dos candidatos as eleições eram analfabetos. Quase a totalidade dos políticos municipais tem nível de escolaridade insuficiente.

Nas pequenas cidades, onde o contato com o eleitor é mais efetivo, houve tempo em que os eleitores votavam em quem os coronéis determinavam, depois passaram a votar na simpatia do candidato, nas últimas eleições votaram em quem lhes pagou mais (sem generalizações). Precisamos ensinar o povo a votar por consciência. Este é um papel da educação.
Recentemente li que cada pessoa namora a pessoa que merece no momento.
Alguns cientistas políticos pensam que se Luiz Inácio Lula tivesse governado o país antes de eleição de 2002 não teria feito um governo a altura do que fez ou faz atualmente. Cada cidade tem o prefeito que merece.
Não faço apologia ao governo Lula. Entendo que não corresponde ao meu sonho de governo. Porém tem uma coisa muito importante no seu governo e no PT: a questão da valorização da consciência política, o que remete a educação.
Lula tem uma história de vida e de sucesso que o obriga a fazer muito mais.Lula por representar a consciência política, somente por isto, faz mais por esta nação que todos os outros governos que eu vi governar este Brasil.
O PT decepcionou a todos quando se envolveu em corrupção e tornou-se menor que Lula. Todavia ainda é um partido que vale a pena. Ainda representa a consciência política, embora muito descaracterizado. Atualmente o PT não pode ser classificado como partido de esquerda. Não temos, hoje no Brasil, partidos de esquerda com expressão.
Deveria existir neste país um partido onde o aspirante a candidato devesse ser admitido somente após uma seleção séria, como fazem as empresas do setor privado. Este deveria ser o lugar do PT.
Infelizmente, motivados pela onda do governo no poder, nestas pequenas cidades brasileiras há muitos políticos do PT totalmente analfabetos de consciência política.
Nos meus melhores sonhos de idealista visualizo uma boa quantidade de eleitores fartos de mentira, os quais embora não votem por consciência, votarão nesta eleição para prefeito e vereador por convicção própria. Há muitos políticos preocupados com o provável desfecho que terá sua candidatura. Ruim para estes, bom para o Brasil.
O brasileiro, devagar, está aprendendo a votar. Isto tem relação com a quantidade de informações disponíveis (internet); educação. Haverá um dia em que os homens de caráter e preparados poderão se candidatar a cargos eletivos no Brasil com chances de sucesso; sem precisarem sentir vergonha de fazê-lo.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Programação Festa de Agosto de Tupanatinga

As festas de Padroeira são manifestações culturais de suma importância devido seu forte contexto cultural, religioso e histórico que denota toda tradição, usos e costumes, saberes e fazeres de uma comunidade.
Em nossa Cidade a padroeira é Santa Clara cujos festejos se realizam no mês de Agosto, com balões, banda de pífano e parque de diversões. Nas noites se apresentam grandes bandas de músicas, de todos os gêneros. As manifestações religiosas são compostas por missas, quermesses , novenas e procissões.

A escolha da Santa como padroeira da cidade foi feita pelos Senhores Felipe Néri e José Silva, primeiros proprietários e fundadores do município.


Programação fetiva:

Dia 02/08 Banda Líbanos/ Adilson Ramos
dia 03/08 Cavalheiros do Forro/ Olhar de menina
dia 04/08 Acadêmicos da Bahia / Jailson Oliviera
dia 05/08 Tropikalia / Forró sabor de café
dia 06/08 Arreio de ouro/ manga larga
dia 07/08 Limão com mel/ acadêmicos da Bahia
dia 08/08 Gatinha manhosa/ medalha de ouro
dia 09/08 Brasas do Forró/ vilões do forró/ olhar de menina
dia 10/08 Garota safada/ forró sabor de café/ mano Walter

Tem também a programação religiosa, em que são celebradas missas em todas as noites, sempre às 19h30m, e homenangens aos noiteiros, encontros e palestras.
Estas festas de Tupanatinga fazem do mês de agosto o mês mais interessante do calendário, pois é o mês em que Tupanatinga recebe muitos dos seus filhos que moram fora.
Garantia de uma excelente Festa.

sábado, 12 de julho de 2008

Memórias de Tupanatinga














Professores da Língua Portuguesa e Alunos da Escola Manoel Borba participaram do Projeto idealizado pelo MEC e Ministério da Educação: OLIMPÍDAS DA LINGUA PORTUGUESA.

As professoras Eliane Ferro de Oliveira, Valéria e Maria Souza Cavalcante desenvolveram com os alunos uma oficina especial de Memórias da Cidade, resgatando um pouco de sua historia cultural, social e política.
Os trabalhos foram focados em pesquisa de fotos e fatos épicos, bem como em entrevistas com pessoas idosas da Cidade, segundo a Professora Eliane.


O resultado do trabalho foi exposto durante todo o evento, na própria escola, e recebeu várias visitas, de alunos da escola e ‘da comunidade.
Num clima de muita curiosidade e emoção, os visitantes não deixaram de registrar os elogios e a importância deste evento: uns maravilhados pelas recordações, outros surpresos com a história registrada.

CADA IMAGEM ABAIXO, REPRESENTA UM PEDAÇO DA HISTÓRIA DA CIDADE:


D. Leninha, Ex-Diretora Esc JEM
Um quadro que chamou atenção foi o painel com exposição exclusiva da Ex-Diretora da E. J. E. Melo, Maria Helena Cursino de Melo. Uma persolinadade importante na história da educação do município, que deixa um legado de saber muito rico.
Exerceu o cargo de direção da Escola José Emilio de Melo com postura. Velhos tempos em que a escola e o professor tinham o respeito merecido na sociedade.
Seria oportuno que, paralelo a este trabalho, fosse aberto espaço para debates e palestras focando a importância da iniciativa deste memorial, e sobretudo da Educação na integração comunidade/familia.
Festa de Formatura realizada no Clube municipal( onde hoje funciona a Câmara). Presentes o Prefeito, Jaime de Melo Galvão e demais autoridades da época.








AS MISSOES DE FREI DAMIÃO TAMBÉM FORAM MARCO HISTÓRICO À MEDIDA QUE REGISTRARAM MOMENTOS FORTES, DE MUITA FÉ E DEVOÇÃO.
Não dá para se falar em problemas sociais, em qualquer parte do nordeste, sem fazer referência à seca. Embora muitos problemas estejam sendo resolvidos hoje, sem que a seca tenha sido exterminada do sertão Nordestino. Hoje graças a tecnologia e investimentos socias feitos na região, o efeito da seca é bem menor. No passado essa politica social era subsídio para os coronéis da politica e o povo se valia da fé. Apelavam para os santos vivos da Terra: Pe. Cícero e Frei Damão.









A Praça Cel José Emilio de Melo, ainda na primeira construção, com a gruta de pedra da imagem de Santa Clara.Ao lado vê-se dois fuscas (automóves importantes na época).



Abaixo, início da construção da Cidade: Canais e calçamentos iam , aos poucos, moldando a paisagem e deixando para trás a imagem fria e pobre da Vila Santa Clara. As crianças curiosas divertiam-se bastante com a chegada do progresso.











Construção do calçamento do Jardim Santa Clara, defronte as casas dos Bancários.









O beco do largo do comércio, também sendo pavimentado. Este beco dá acesso ao Centro da Cidade, sobretudo ao pessoal que vem da zona rural. Muito movimentado nos dias de feiras e festas na cidade.








Início da principal rua do Jardim Santa Clara. À esquerda da rua fica a Escola José Emilio de Melo.










Eleições Municipais de Tupanatinga 2008

Encerrou-se, neste sábado 05 de julho, o prazo final para os partidos e coligações apresentarem à justiça eleitoral o registro de seus candidatos para as eleições de 2008.
Os candidatos e partidos políticos dão início neste domingo às atividades de campanha conforme prevê a justiça eleitoral: realização de comícios, serviços com carros de som, etc. (FOLHA ON LINE).

Em Tupanatinga, após as convenções partidárias e os registros dos seus respectivos candidatos, encerra-se o período pré-campanha e inicia-se definitivamente a campanha eleitoral 2008 para sucessão do atual Prefeito, Sr. Manoel Ferreira dos Santos.
O atual prefeito esta concluindo seu terceiro mandato como Prefeito da cidade e espera eleger como sucessor seu atual vice-prefeito, Sr. Manoel Tomé Cavalcante. Para vice-prefeito desta chapa foi escolhido o atual Presidente da câmara, Sr. Jose Genecy Minervino.


Na oposição, compõe a outra chapa o ex-prefeito, Sr. Jose Cordeiro Feitosa (DUCA), que concorre pela terceira vez consecutiva ao pleito. Para vice-prefeito desta chapa foi escolhido o atual diretor da Escola Jose Emilio de Melo, Sr. Luiz Carlos Cavalcante (Lula).

Nós eleitores esperamos que a campanha às eleições seja decente, sem conhecidos absurdos característicos.
Que durante a campanha os candidatos apresentem soluções concretas para os problemas do município.
Esperamos que a sociedade analise criteriosamente as propostas de cada um dos candidatos, e escolha aquela mais coerente com as necessidades do município no que diz respeito à segurança, saúde, educação e cultura, esporte e lazer, crescimento e emprego, ética na política, respeito aos eleitores não lhes comprando e permitindo sua participação na administração do município.


O Blog “Conexão Cultural”, aproveitando o momento propício, espera no decorrer da campanha que se inicia poder debater cada questão acima citada, apontando caminhos, expondo idéias, etc.; sempre com imparcialidade. Afinal, quem promove cultura não discute política partidária.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Nietzsche e a Religião

Por Edezilton Martins
.
Predomina nas religiões ocidentais a noção de que o homem existe separado de Deus.
Para Joseph Campbell e para algumas religiões orientais “na sua natureza mais profunda o homem é Deus”.
Temos que as religiões ocidentais e orientais, de modo geral, pensam a relação do homem com Deus de modo bastante diferente.

No ocidente nos ensinam que com o pecado original o homem foi expulso do paraíso e condenado ao sofrimento.
O destino do homem é o sofrimento. Para José Edimilson (Zé de Nica) isto decorre da invenção do pecado. O pecado (a desobediência) faz com que o homem esteja brigado com Deus. O que cria uma dependência do homem na relação com Deus na medida em que um filho que briga com o pai depende do seu perdão (benção) para voltar a ser feliz.

Analisando os ensinamentos religiosos ocidentais temos que o homem é visto como “coitadinho” que para ter direito a um lugar no céu a condição é ser pobre e submisso.
No decorrer da história as igrejas, sobretudo a católica, estiveram do lado do poder. Hoje este está do lado do poder dá-se de modo sutil. Ocorre na medida em que a igreja se cala diante das desigualdades sociais, ensinando que ser pobre e submisso é uma necessidade.

Nietzsche subverteu este modo de pensar das religiões ocidentais.
Filósofo alemão (1844/1900), Nietzsche foi submetido a uma educação religiosa ocidental rígida, seu pai e avós foram pastores protestantes.

Para Nietzsche “Deus está morto”.
Percebeu Nietzsche analisando o homem de antes do surgimento da ciência, do surgimento das religiões até final da idade média, que quando este se encontrava doente rezava pedindo a cura. Com o surgimento da ciência o homem rezava, mas também procurava um médico que lhe receitava um remédio eficiente. A ciência assumiu uma função que antes era exclusivamente de Deus. Com a expressão “Deus está morto” Nietzsche vislumbrou uma situação de independência do homem em relação a algumas funções divinas.

Outra expressão de Nietzsche: “Todos os deuses morreram, agora vive o super-homem”.
Para Nietzsche o super-homem seria um homem independente das funções divinas, não coitadinho, potente e ousado, capaz de se reinventar.
O super-homem destoa da regra de que “Deus pode tudo; o homem não pode nada”.
Nietzsche no seu livro mais marcante “Assim Falou Zaratustra” diz repetidas vezes que “o homem precisa ser superado”.

O Homem precisa ser superado. O homem como potência em contrapartida ao homem coitadinho.

Acerca da queda do homem.
A queda do homem dá-se quando Adão e Eva se vêem nus. A queda é o atributo da percepção.
“... e Eva tentada pela serpente deu a Adão o fruto proibido (descobriram o sexo). Adão e Eva se perceberam nus. Deus condenou-os a viver na terra. Adão trabalhará para sustentar a família. Por causa do pecado de Eva a mulher sofrerá a dor do parto e prestará obediência ao marido”.
“O homem precisa ser superado”.