segunda-feira, 6 de abril de 2026

Ben vindo aos meus 60 anos

 

Meus 60 Anos Chegaram

Parabéns, Edimilson, pelos seus 60 anos! Muita peleja, muita treta, muitas ladeiras subidas, mas também muitas histórias boas para contar. Ah, como Deus é bom! Justo, às vezes um pouco demorado, outras vezes apressado, mas tudo no tempo Dele, pois Deus é Deus. E que bom Ele ser assim. A vida é uma dádiva — não temos do que reclamar, embora, vamos ser honestos, a gente goste de reclamar, não é? É quase um hábito para as pessoas. De vez em quando, desabafar faz bem. O problema mesmo é remoer, murmurar... Só quem chega aos 60 entende essas coisas que ficam para lembrar.

Mas recordar faz bem. Ruim é chorar, se lamentar... e, pior ainda, lamentar do quê? Chorar por quê? Saudade daquele beijo que nunca foi dado? Melhor nem pensar nisso. Melhor mesmo é encontrar motivos para sorrir, como quando vemos alguém feliz e pensamos: “Eu também preciso sorrir assim.” Essa é a felicidade! Felicidade é a simplicidade da alma, a generosidade do espírito.

E eu estou feliz, sim. Agora vou cuidar da paz. Que o tempo me dê um tempo e deixe de me cobrar tanto. Não tenho mais pressa. Já fiz o que precisava; agora, quero apreciar. Quero brincar mais com minha neta, voltar a ser criança... Mas é difícil ficar parado com tantas facilidades que o mundo moderno oferece.

Agora é tempo de cuidar de mim, de lembrar dos amigos. OBRIGADO, MEU BEM! Não esqueça do meu aniversário! O Natal já está chegando, o fim do ano também, e o que você fez? E lá vem a Simone de novo, com sua eterna pergunta...

Então, parabéns, meu grande mestre, Edimilson. Você é o cara! Talvez eu devesse ter te amado mais, te ouvido mais, cuidado um pouco mais de você. Olha só o seu sapato, desbotado, tão fora de moda! A sua roupa... eu devia ter insistido para você renovar o guarda-roupa. Você nem tem um espelho para chamar de seu. Sua escova de cabelo, que nunca está no lugar... seu livro, que nunca termina de ler... e agora quer escrever? Mas o que será que você diria sobre mim? Talvez nada. Afinal, é só mais um ano, mais um capítulo nesse volume que já conta 59. Mas, daqui pra frente, vou ficar mais perto de você, prestar atenção no seu falar, no seu jeito de ver a vida. Afinal, somos duas metades da mesma laranja.

Zé de Nica, no muro das lamentações, conversando com seu eu — o Edimilson.



terça-feira, 24 de março de 2026

ACJT promove segunda Roda de Conversa sobre Capoeira e Cultura Popular em Tupanatinga

 A Associação de Cultura e Jovens de Tupanatinga (ACJT) realizará no dia 26 de março de 2026, às 1930, em sua sede, a Segunda Roda de Conversa da ACJT, um encontro dedicado ao diálogo, à troca de experiências e à valorização da cultura popular do município.

Capoeira como resistência e identidade: ACJT reúne comunidade em torno do mestre  VALDIR FELIX  na segunda Roda de Conversa

O convidado desta edição será o mestre de capoeira  VALDIR FELIX, conhecido como “Chicaca” ou Mestre Negro Fujão, uma importante referência da capoeira em Tupanatinga. Ao longo de sua trajetória, ele tem contribuído significativamente para a formação de jovens e para a preservação dessa expressão cultural Afro-brasileiro.

Durante a roda de conversa, o mestre compartilhará histórias de sua caminhada na capoeira, experiências de ensino e reflexões sobre o papel da cultura popular na formação das novas gerações. O momento também será aberto para perguntas, interação com o público e troca de saberes.

A iniciativa faz parte das ações da ACJT voltadas ao fortalecimento da memória cultural da cidade, valorizando mestres, artistas e lideranças que ajudam a manter vivas as tradições do povo de Tupanatinga.

A participação é aberta à comunidade, e a diretoria da associação convida todos os interessados em cultura, juventude e tradição popular para participarem desse momento especial de aprendizado e valorização cultural.

Durante a roda de conversa, o mestre compartilhará histórias de sua caminhada na capoeira, experiências de ensino e reflexões sobre o papel da cultura popular na formação das novas gerações. O momento também será aberto para perguntas, interação com o público e troca de saberes.

A iniciativa faz parte das ações da ACJT voltadas ao fortalecimento da memória cultural da cidade, valorizando mestres, artistas e lideranças que ajudam a manter vivas as tradições do povo de Tupanatinga.

A participação é aberta à comunidade, e a diretoria da associação convida todos os interessados em cultura, juventude e tradição popular para participarem desse momento especial de aprendizado e valorização cultural.                                                                        


sábado, 28 de fevereiro de 2026

ACJT retoma atividades com reunião organizativa e roda de conversa com a Mestra Mariquinha do Coco, em Tupanatinga

 A Associação de Cultura e Jovens de Tupanatinga (ACJT) realizou um encontro marcante que sinaliza um novo momento de fortalecimento institucional e valorização da cultura popular no município. 

  A reunião aconteceu sob a coordenação da presidenta Maria Luzinalda, com a participação de associados e convidados, reafirmando o compromisso coletivo com a organização da entidade e o fortalecimento das ações culturais no território.

Durante o encontro, a presidenta apresentou a condução dos trabalhos e indicou o novo associado Edinilson para realizar a leitura da ata e colaborar com a Secretaria, fortalecendo a dinâmica organizativa da associação. O clima foi de diálogo, escuta e construção coletiva, reunindo pessoas que atuam diretamente na preservação e promoção da cultura local.


Integrantes da ACJT durante a reunião que marcou a retomada das atividades e a reorganização dos trabalhos da associação em Tupanatinga.




Roda de conversa com a Mestra Mariquinha do Coco                                                  


Na segunda parte do encontro, foi realizada uma roda de conversa com a Mestra da Cultura Popular Mariquinha do Coco, convidada especial do momento formativo. O espaço se transformou em um verdadeiro território de memória, afeto e resistência cultural.

Mariquinha compartilhou sua trajetória de vida, os desafios enfrentados ao longo do caminho, a luta pelo reconhecimento da cultura popular e a importância da transmissão dos saberes tradicionais. Em sua fala, destacou como, mesmo sem apoio institucional por muitos anos, seguiu dançando, ensinando e fortalecendo outras expressões culturais da região, até alcançar o reconhecimento por meio do edital estadual de Patrimônio Vivo da Cultura Pernambucana.                                                                                  

 Roda de conversa com a Mestra Mariquinha do Coco                                                                           

Momento da roda de conversa com a Mestra Mariquinha do Coco, que compartilhou sua trajetória, saberes e memórias da cultura popular em Tupanatinga.      

Durante a conversa, a mestra também resgatou lembranças das antigas ruas da cidade e do modo como se dava o abastecimento de água no município no passado, por meio de tanques, cacimbas, galões transportados em burros, cavalos, carroças e carros de boi — um retrato vivo da memória social e das transformações do território ao longo do tempo.          

Cultura, memória e organização comunitária  

 Estar reunido com fazedores e fazedoras de cultura, que tratam a cultura com respeito, compromisso e dedicação, fortalece o propósito da ACJT e reafirma sua missão enquanto espaço de articulação, escuta e valorização dos saberes populares. O encontro demonstrou que a associação vive um processo de reorganização, reencontro com sua identidade e abertura de novos caminhos para a construção de projetos culturais e ações de preservação da memória local.

A expectativa é que os próximos encontros ampliem a formação de grupos temáticos, promovam novas rodas de conversa com mestres e mestras da cultura e consolidem parcerias para transformar a cultura local em eixo de desenvolvimento, identidade e pertencimento em Tupanatinga.                                                                     

por Edimilson
foto: Acervo da ACJT

                                                     

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Bia Dandô: referência da cultura negra de Tupanatinga se despede deixando um legado de alegria e resistência

 

Mulher alegre e apaixonada pelo samba marcou gerações na comunidade cultural de Tupanatinga


Faleceu na manhã de quinta feira , (19), aos 86 anos, Bia Dandô, importante referência da cultura popular de Tupanatinga. Conhecida por sua alegria, simplicidade e amor pelo samba, ela vinha enfrentando problemas de saúde relacionados aos ossos e à coluna.

Presença constante nas atividades culturais do município, Bia Dandô construiu ao longo da vida uma relação de afeto e respeito com os integrantes dos grupos tradicionais. Para muitos, foi mais que uma companheira de cultura: tornou-se uma verdadeira mãe de coração.

“Ela era uma segunda mãe para muitos de nós. Sua perda será sentida, mas seu legado viverá para sempre”, afirmou Manoel, da Banda de Pífano.

Juciana, integrante do Samba de Coco, também ressaltou a importância de Bia Dandô para o fortalecimento da cultura local:
“Ela sempre foi uma das integrantes que mais amou a nossa cultura, sempre muito respeitosa com todos. Sou grata por cada ensinamento e conselho que ela nos deu.”

Bia Dandô será lembrada como uma guardiã da cultura afro-brasileira em Tupanatinga, símbolo de resistência, afeto e compromisso com as tradições populares. Sua presença nos encontros culturais, rodas de samba e atividades comunitárias ajudou a manter viva a memória coletiva e a fortalecer os laços entre gerações.

O sepultamento será realizado no Cemitério da Cidade de Tupanatinga, na manhã desta sexta-feira.          

por Edimilson,

fotos: Lalinha do Coco.