segunda-feira, 20 de julho de 2009

MINISTERIO DA CULTURA DISCUTE COM REPRESENTANTES MUNICIPAIS IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA NACIONAL DE CULTURA NOS MUNICIPIOS


O seminário do Sistema Nacional de Cultura (SNC) de Pernambuco aconteceu sexta e sábado, dias 17 e 18 de julho, no Hotel Onda Mar, no Recife, com a participação de mais de 200 pessoas entre autoridades, gestores públicos e privados de Cultura, membros de conselhos municipais e estaduais vindos de todas as regiões pernambucanas.

A Prefeitura Municipal de Tupanatinga marcou presença no encontro através da Prof. Eliane Ferro Oliveira.

Para a Professora Eliane, o encontro foi muito importante porque se deram os passos decisivos para se implantar no País um sistema nacional de cultura para que todos possam ter acesso aos benefícios.


A reunião teve inicio às 08:00, do dia 17 de Julho, com a palestra do Expositor João Roberto Peixe sobre O Desenvolvimento do Sistema Nacional de Cultura: Estruturação,Institucionalização e Implementação.


Também foi debatido no período da tarde, pela expositora Nara Torrecilha, o Plano Nacional de Cultura e formulação, institucionalização e Implementação dos Planos Estaduais e Municipais
Ainda na tarde, houve a exposição de Fred Maia sobre as Instâncias de Participação Social no Sistema Nacional de Cultura.

Para a Professora Eliane, a implantação do sistema de Cultura em todos os Municípios é um marco na historia cultural do Pais. Com a implantação do SNC os municípios ganharão mais recursos para fortalecer o potencial criativo na região, melhorando renda, criando auto-estima e identidade cultural.








domingo, 19 de julho de 2009

JÚNIOR, PAIXÃO PELA TERCEIRA ARTE


A terceira arte está bem representada em Tupanatinga. José Pereira da silva Junior, mais conhecido por Júnior, tem a arte de pintar na alma. Basta olharmos sua pintura em tela para nos maravilharmos com sua diversicidade em cores e estilos. Seu mundo e sua alma parecem se misturar projetando-se na tela.
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"Trata-se de um trabalho intenso, resultando uma obra de cores vivas e muita luz", disse Junior.


Nascido em Tupanatinga, em 10 de junho de 1979, reside na rua Santos Dumont. Cursou o ensino médio na escola Jose Emilio de Melo. Concluiu seus estudos na Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde, na área de Geografia.
Professor da rede de ensino municipal, quando não está lecionando, dedica-se à arte.




Pintura em tela Paisagens































































terça-feira, 14 de julho de 2009

O Jogo da Amarelinha

Por Edezilton Martins
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O autor é Júlio Cortázar, argentino, publicado nos anos 60, editora Civilização Brasileira.
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É um livro de idéias sutis. Requer que o leitor seja um iniciado para que entenda sua sutileza. Pois alguns dos seus personagens são iniciados. Mas iniciados em que?... Esoterismo?... Não necessariamente. Pois o livro trata de outro tipo de iniciação: a iniciação que se conquista com o viver do dia-a-dia o qual vai moldando o homem, melhorando seu entendimento, tornando-o cada dia mais profundo e mais cético; cético de suas próprias idéias, do seu modo de perceber a si, o outro e o mundo. Por isso é um livro para pessoas maduras. Mas existem pessoas maduras?... O personagem Oliveira responde isto numa passagem do capítulo 39: ”A maturidade, supondo que tal coisa existisse, era, em última análise, uma hipocrisia. Nada estava maduro”.
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O livro nos ensina a colocar em discussão (xeque) as idéias que temos, o modo como entendemos a realidade e, sobretudo o outro. Obrigando-nos a respeitar as idiossincrasias. Leva-nos a este ponto apresentando o personagem Horácio Oliveira, o mais metafísico, como um homem diferente, posto que é o personagem com maior profundidade de entendimento, ao mesmo tempo em que o apresenta com um homem com muitos defeitos: egoísta, não gentil, mal sucedido financeiramente; levando o leitor a amar e odiá-lo, colocando o leitor em frente a um contraste e confusão de sentimento, fazendo-o pensar, obrigando-o a aceitar o personagem como ele é. O objetivo é levar o leitor a superar o seu modo de pensar a si mesmo e o outro.
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Para contrastar com a personagem Horácio Oliveira há a personagem Maga, par amoroso de Horácio. Maga à primeira vista parece ser a antítese de Horácio à medida em que tem dificuldade de acompanhar a profundidade do seu pensamento, embora a seu modo contemplativo seja uma personagem também profunda e instigante. Os dois mantêm um relacionamento sexual, e paira no ar uma coisa que os liga para além do sexo. Ao final Horácio e Maga são muito iguais e muito diferentes, como são todas as pessoas. É isto que o livro quer nos dizer.
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A leitura do “Jogo da Amarelinha” incomoda e encanta. O leitor inicialmente se identificará com um ou outro personagem, para no final perceber-se identificado com ambos; aceitando-os("os personagens") como eles são.
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Quanto ao jogo ao qual alude o título do livro: o jogo parece ser o modo como os homens através do aprimoramento das idéias, do ato de talhar a pedra bruta maçônica, etc atinge um estado de pedra filosofal (o céu do Jogo da Amarelinha) onde se atinge um sentido de absoluto e ceticismo. O livro exige que o leitor faça uma desconstrução, e uma reconstrução de todo seu saber, enquanto modo de entender as coisas, mundo e dogmas, ou do modo de ver-se a si mesmo e ao outro.
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Abaixo passagens do livro, geralmente reflexões do personagem Horário Oliveira ou do narrador:
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“A vida, como um comentário de outra coisa que não alcançamos e está aí ao alcance do salto que não demos.”
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“Um encontro casual era o menos casual em nossas vidas/ Andávamos por Paris sem nos procurarmos, mas sabendo sempre que andávamos para nos encontrar/Aquilo a que chamávamos o nosso amor era talvez eu estar de pé diante de você com uma flor amarela na mão, enquanto o tempo soprava contra nossos rostos uma lenta chuva de renúncias e de despedidas e passagens de metrô/Não creio que o vaga-lume extraia grande petulância do fato indiscutível de ser uma das maravilhas mais fenomenais deste circo e apesar disso, bastaria supor que ele tem uma consciência para compreender que, de cada vez que a sua barriguinha se acende, esse bicho de luz deve sentir qualquer coisa semelhante a uma cócega de privilégio/Maga era daquelas pessoas que fazem cair pontes só por atravessá-las.”
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“Nunca consegui resistir ao desejo de pedir que se aproximasse, sentindo-a curvar-se pouco a pouco sobre mim, desdobrar-se outra vez, depois de ter estado por um momento tão só e tão apaixonada diante da eternidade do seu corpo/O prazer era egoísta e nos encontrava gemendo no seu estreito objetivo/Sempre demasiado tarde, já que, ainda que fizéssemos amor muitas vezes, a felicidade tinha de ser outra coisa, algo talvez mais triste do que essa paz e esse prazer, um interminável na imobilidade/A Maga não sabia que meus beijos eram como olhos que começava a se abrir mais para além dela e que eu andava como alheado, derramado sobre outra figura do mundo, piloto vertiginoso numa proa negra que cortava a água do tempo e a negava/Por que eu não aceitava o que estava ocorrendo sem pretender explicá-lo, sem definir as noções de ordem e desordem, de liberdade e Rocamadour, como quem distribui jarros com gerânios, num pátio da calle cochabamba?”
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“Tudo é escrita, ou seja, fábula. Mas para que serve a verdade que tranqüiliza o honesto proprietário? A nossa verdade possível tem de ser invenção, ou seja, literatura/O que mais me revolta é a mania de explicações, o logos compreendido exclusivamente como verbo/Razões: cada um conviva com as suas, já que são falíveis do ponto de vista do outro/Entender o purê como uma epifania. DAMN THE LANGUAGE. Entender. Não “inteligir”. Entender. Uma suspeita de paraíso recuperável: não é possível que estejamos aqui para não poder ser/Em dado momento, surge sempre o endurecimento, a esclerose, a definição: negro ou branco, radical ou conservador, homossexual ou heterossexual, figurativo ou abstrato, San Lorenzo ou Boca Juniores, carne ou legumes, os negócios ou a poesia.”
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“Que inútil tarefa a do homem, barbeiro de si mesmo, repetindo à náusea o corte quinzenal, sentando-se a mesma mesa, refazendo as mesmas coisas, comprando o mesmo jornal, aplicando os mesmos princípios às mesmas conjecturas/O pior não é tanto estarmos sós, pois isto já é conhecido e nem tem solução/ E o tempo? Tudo recomeça, não existe um absoluto. O desejo a cada tantas horas, nunca demasiadamente diferente, e de cada vez, outra coisa: armadilha do tempo para criar as ilusões.”
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“Um amor como o fogo, ardor eternamente na contemplação do todo. Mas em seguida, cai-se numa linguagem desaforada/ Você caminha no espaço-tempo contínuo com uma lentidão de verme. Pense só em tudo o que já aconteceu desde que você decidiu ir buscar este ridículo chapéu de palha. Você tende a mover-se no contínuo, como dizem os físicos, enquanto eu sou sumamente sensível à descontinuidade vertiginosa da existência/ Que parâmetros tem você para pensar que fomos bem? Por que tivemos de inventar o Éden, viver sob a nostalgia do paraíso perdido, fabricar utopias, engendrar um futuro?/ O absurdo é acreditar que podemos apreender a totalidade daquilo que se nos constitui neste momento, ou em qualquer momento, e instruí-lo como algo coerente, algo aceitável, se você prefere. Cada vez que entramos numa crise, o absurdo se torna total/ A maturidade, supondo que tal coisa existisse, era, em última análise, uma hipocrisia. Nada estava maduro.”
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“O absoluto é aquele momento em que alguma coisa alcança a sua máxima profundidade, o seu máximo sentido, deixando então de ser interessante.”

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Reunião Comercial em Tupantinga


Em 02/07/09 aconteceu uma reunião de suma importância para organização do comércio de Tupanatinga.

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O evento teve como idealizador o Sr.Mauro Jorge da Secretaria Municipal de Desenvolvimento.
Participaram do evento representantes da Confederação de CDLs, CDL de Arcoverde, assim como representante da Associação Comercial de Arcoverde, mais Gerente PJ do Banco do Brasil, e representante do SEBRAE.

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Abrilhantou a reunião o prefeito da cidade, Manoel Tomé, que num dos seus apartes colocou a máquina administrativa a serviço da criação de um CDL na cidade: sede, funcionário e maquinário, demonstrando sensibilidade com esta necessidade. Esta atitude do prefeito agrada, e cria as condições para criação do CDL.

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A representante do SEBRAE fez diagnóstico do comércio local e regional com vista a evidenciar a necessidade do comércio se organizar, sobremaneira mediante a parceria entre os comerciantes em substituição a concorrência acirrada que normalmente se evidencia.
Por fim foi escolhido um grupo de estudo com objetivo de levar a frente a implantação do CDL/associação comercial.

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O comércio de Tupanatinga necessita de um CDL/Associação Comercial para crescer de forma segura.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Ações em Prol da Cultura

O Brasil, através do Ministério da Cultura, está sendo reinventado culturalmente. Está chegado,em todos os recantos do país, ações de cidadania objetivando o regaste da identidade e da auto-estima do povo. Projetos de melhoria de qualidade de vida das comunidades estão valorizando os saberes e estimulando os fazeres das pessoas, quer seja na musica, na dança, na literatura,etc.

Aqui em Tupanatinga, com a criação da Associação de Cultura e Jovens, estamos pesquisando e resgatando a cultura popular, e a cultura de um modo geral: samba de coco, reisado, poetas, repentistas, historiadores, pensadores, pintores, artesãs, músicos, escritores,etc. Nosso objetivo agora é criar um sistema de cultura que consolide todo nosso trabalho, e torne o processo de culturalização contínuo através da comunidade organizada, das escolas,e da aplicação de políticas governamentais.


Sala de Cinema voltado para exibição de obras Brasileiras, dentro de uma ação pedagógica, já é uma realidade em pequenas comunidades carentes onde a sétima arte somente era vista através de TV e DVD.

Bibliotecas com grandes acervos e funcionários capacitados para estimular o hábito de leitura já é uma ação real em várias cidades brasileiras.

As manifestações folclóricas e populares como Samba de Coco, reisado, são gonçalo, maracatu, bumba meu boi, etc. têm seus espaços e públicos garantidos.

Se estas ações e outras não mencionadas estiverem dentro de um ciclo sustentável, em que seja garantida sua continuidade, deste Brasil nascerá um outro Brasil, com certeza livre e com índices de desenvolvimento superior a qualquer outra Nação.

A Cultura é a nova fome do Brasil e do Mundo. Não é uma questão utópica. É Educacional. A educação sem a cultura, como é hoje, está patinando sem sair do caos. "Se o povo, o presidente e os partidos políticos não se unirem em uma ação em prol da Educação, o país poderá parar", disse o Senador Cristovam Buarque.

Os investimentos que o governo está fazendo em cultura, através do Ministério da Cultura é também um investimento em Educação. Em nossa Cidade, a prefeitura já está sendo contemplada por duas ações do Ministério da Cultura: ampliação da biblioteca e equipamentos para instalação de uma Sala de Cinema previstos para os próximos dois meses.

O Prefeito espera,ainda este ano, conseguir um espaço cultural para Cidade.

sábado, 9 de maio de 2009

Tupanatinga em busca de Cultura e Cidadania.











Em encontro, na Secretaria de Cultura do Estado, a convite do Ministério da Cultura (Minc), o prefeito Manoel Tomé marcou presença através do seus representantes: o Secretario de Administração Evandro Pereira, Antonio Carlos e Tarso que respondem pela execução de projetos técnicos da Prefeitura, e Jose Edimilson de Oliveira, presidente da Associação de Cultura.

O encontro teve por objetivo viabilizar, com urgência, a implantação de ações do programa mais cultura em todas as cidades que ainda não foram beneficiadas, principalmente aquelas em que os índices de desenvolvimento humano e educacional estejam abaixo da média brasileira.

Entre as varias ações que o programa oferece o governo intensificará três delas: “Cine + Cultura, Espaço Cultural e Biblioteca pública" (implantação ou Modernização).
Participaram do encontro a equipe do Ministério da Cultura: Alfredo Menevy (Secretário de política cultural), Silvana Meireles (Secretária de articulação Institucional), Mônica Monteiro (Gerente de articulação institucional), o líder do Governo na Câmara Mauricio Rands, os representantes da FUNDARPE, FUNARTE, e os demais convidados: prefeitos, secretários e Diretores de Culturas, representantes e agentes culturais.

A abertura do encontro deu-se com a palestra do secretario de políticas culturais e doutor em cinema e vídeo, Alfredo Menevy.
Alfredo Menevy explicitou a importância do programa mais cultura, sobretudo sobre a Cultura.

“O Brasil que até pouco tempo não dispunha de esperança de nutrir nossas crianças de esperança, nem de garantir moradia e trabalho para o povo (que vivia banido violentamente do seu direito de viver) tem hoje uma política que além da inclusão social, busca também a inclusão cultural, necessária para o fortalecimento da auto-estima e resgate da identidade do individuo dentro da sociedade", disse o secretário.



Hoje, o Brasil tem outra fome. Fome de quê?

> Apenas 13% dos brasileiros vão ao cinema alguma vez por ano;

> 92% dos brasileiros nunca foram a um museu;
> 93,4% dos brasileiros nunca assistiram a um
espetáculo de dança;

> Mais de 90% dos municípios não possuem sala de cinema, teatro, museu e outros espaços culturais;

> A media brasileira de despesa mensal com cultura por família é de 4,4%.
Do total de rendimentos, acima da educação (3,5%), não variando em razão
da classe social, ocupando a 6ª posição dos gastos mensais da família brasileira.


Para o Secretário, diante dos números acima, o Brasil tem fome de viver (Educação, Cultura Esporte e Lazer).
Esses dados preocupam o governo que, caso não se corrijam, prejudicarão drasticamente a construção de uma Cidadania fortalecida e bem alicerçada que é o foco do Governo Federal para que tenhamos uma nação futura próspera e estável.

Com a aplicação das ações do Programa mais cultura o Governo Federal reconhece a cultura como uma ferramenta principal para alavancar o desenvolvimento do país, incluindo-a na Agenda Social - política estratégica de Estado para reduzir a pobreza e a desigualdade social.

Tupanatinga, devido as suas peculiaridades, não poderia deixar de se fazer presente neste encontro.
A aquisição de uma biblioteca e uma sala de cinema poderá ser o começo de um novo tempo de civilização para nossa Cidade.
“Nem só de Pão vive o homem, mas de conhecimento e sabedoria” (“ O povo não que só comida, o povo que cultura, diversão e arte”. Titãs).

O Prefeito Manoel Tomé, consciente das novas necessidades (Cultura, Educação e Lazer) existentes em nossa comunidade, não está medindo esforço para que o programa do Ministério da Cultura chegue em Nossa Cidade.

“Parabéns Prefeito! Novos tempos, novas maneiras de pensar e fazer política.”

Através da Secretaria da Cidade do Estado o Prefeito conseguiu o projeto da Academia das Cidades e o asfalto da principal avenida e Praça da Cidade.

“Cidade bonita, espaço cultural e Cinema!“

Os desprezos das nossas autoridades para com a cultura só contribuíram para o isolamento das comunidades, distanciando-as da civilização, e sobretudo do desenvolvimento humano e educacional, perpetuando todas as formas de empobrecimento do nosso povo.

A religião diviniza o homem e a filosofia o humaniza, mas somente a cultura o civiliza.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Capoeira em Tupanatinga

A Capoeira em Tupanatinga é exemplo de idealismo e amor a arte.

A Capoeira chegou, aqui em Tupanatinga no ano de 1998, através do professor de Capoeira Valdir, conhecido como Chicaca, o qual fundou o Grupo de Capoeira Negro Fujão da Cidade de Tupanatinga.

Sem apoio e com muita força de vontade começou repassando seus ensinamentos às crianças, jovens e adultos. Segundo Chicaca, não existe idade fixa para que a capoeira seja praticada, pois afora ser uma luta de defesa pessoal, a Capoeira é também uma filosofia de vida que através da música e da dança estimula a mente e o corpo.

Com conduta faz um trabalho sério e responsável, embora não receba o reconhecimento devido. Sobrevive do recebimento das mensalidades pagas pelos seus alunos. Abrilhanta as ruas e praças da Cidade com suas apresentações, sempre atraindo a atenção e curiosidade do publico. Também tem participado das aberturas dos desfiles em comemoração ao dia sete de setembro, eventos comunitários, comícios e, principalmente em feiras de leituras realizadas pelas Escolas Municipais e Estadual.

A Capoeira como se sabe, além da luta, tem a dança e a musica, a ginga e malicia. Os principais instrumentos utilizados são atabaque e berimbau , agogô e pandeiro. O professor e Mestre Chicaca também confecciona seus próprios instrumentos e dá algumas dicas de grupos que compõem e gravam : Senzala e Grupo Muzanza, Abadá e o Grupo Axé Capoeira, etc.
Atualmente cerca de 30 pessoas fazem parte do Grupo que já formou mais de 100 outras pessoas. A importância do trabalho do professor Chicaca para nossa comunidade tem valor social e educacional. Ademais contribui no combate as drogas, ao alcoolismo e a violência que impera na cidade.

Samba de Coco Raízes de Tupanatinga


Os componentes do Grupo atual são da segunda geração de uma família tradicional de Tupanatinga que tinha o samba quase como religião. Grandes Mestres como Julio de Ocrísio e Manoel de Ocrísio foram os responsáveis por inserir na família esta dança que, desde então, tornou-se um patrimônio da família e de toda geração futura.

Atualmente o grupo é formado por uma nova geração de Sambistas descendentes da mesma família, como: Bia Dandô, Mariquinha do Coco, Gerson França, Severino Carqueijo, Manoel de Maçu e tantos outros. Já dançaram em várias cidades vizinhas, inclusive em Recife. Nos tempos em que não se apresentam oficialmente, dançam somente em suas casas. Há três anos foram redescobertos por alguns alunos da Faculdade AESA, em suas pesquisas sobre a cultura local. Graças a estas pesquisas o Grupo está dançando em Escolas Estaduais e Municipais; sempre atraindo admiração e respeito do publico que o assiste.
O Grupo traz a arte do samba de coco tanto na dança como na sua musicalidade, e representa, hoje, a maior manifestação cultural de Tupanatinga.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Consagração do Carnaval de Tupanatinga





A MAGIA

O Carnaval do interior do estado demonstra a grandeza de que os pernambucanos são bons foliões e faz da folia carnavalesca um espaço não só de lazer, mas também para manifestar suas emoções, desalentos, historia e, sobretudo cultura.

Tupanatinga, 300 km da capital, localizada no agreste do estado, ainda não é alternativa maior para os foliões das cidades vizinhas devido à falta de ingredientes culturais associados ao carnaval que tenham por objetivo elevar nossa auto-estima e resgatar o passado carnavalesco históricos. Embora, asseguramos, o nosso Carnaval tem potencial superior a muitos Carnavais da região.

No nosso Carnaval é o Frevo que contagia: o ritmo Pernambucano incendeia e eletriza os foliões.
No quesito originalidade o nosso carnaval tem uma longa historia caracterizada por um povo que sempre amou e fez o Carnaval de rua: desfiles, concursos de rainha, reis momos, papangu, Zé Pereira, blocos, banho de chuveiro, etc.

Com a participação de grandes foliões de varias idades: velhos, adultos, jovens e crianças que foram fazendo história, isso de longas datas, época em que não havia recursos governamentais.
Grandes foliões como Seu Dodô, Seu Marcos Serafim (primeiro fotografo da Cidade), Pedro Ferro, Pedro Gomes, João de Isaías, José Elói (Dê) e o vereador Idelfonso muito fizeram para que esta festa se perpetuasse por todas as gerações. Foram os precursores da uma geração de jovens foliões que faziam dos três dias de carnaval um grande momento de alegria e descontração, numa época de grandes dificuldades e empobrecimento generalizado no interior deste Pais.

Hoje, nosso carnaval continua esbanjando criatividade e satisfação. Poucos são os jovens que se ausentam da cidade, apesar das boas opções em Cidades como Buique e Arcoverde. É aqui, em Tupanatinga, que os nossos foliões mais se divertem.
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O GALO, APESAR DO SUSTO, APROVOU O FREVO E NO PRÓXIMO ANO QUER MAIS

Para conferir a presença do Frevo em nosso Carnaval, o GALO DA MADRUGADA, diretamente do Recife, Capital do Frevo, mandou seu representante que nos prestigiou com sua beleza, requinte e majestade: esteve todo o tempo sinalizando sua aprovação e demonstrou contentamento com o nosso Carnaval.
Embora tenha havido um episódio em que ele mudou de cor e ameaçou brigar de galo; foi quando a banda Arreio Elétrico pousou de vaqueiro e quis transformar os foliões em gado.
As vaias foram unânimes.
A banda partiu para Buique e, o frevo voltou com mais força; o galo tomou de volta sua cor e tudo se normalizou. A banda NAÇÃO BRASILEIRA deu um show de diversidade musical Pernambucana, tocando todos os ritmos: frevo, coco, maracatu, baião, ciranda, maxixe... E ai!... Embocou no mangue: “haja folia e fôlego!... o povo pedindo mais!...” ("A Banda Arreio Elétrico exagerou e não foi respeitosa com a nossa festa").
O GALO DA MADRUGADA feliz com nosso frevo e com a presença do maracatu avisou ao escultor Maciel, responsável pela ornamentação brilhante do evento, que no próximo ano quer está representado em toda a praça e desfilando em toda a avenida.

Os chuveiros instalados, na praça Cel. Jose Emilio de Melo, debaixo de um sol verdadeiramente tropical e ao som de um FREVO eletrizante, foram a dose certa para estimular e arrastar multidões que começam a foliar a partir das 14 horas, e foram até a meia noite. As participações dos blocos realçaram o carnaval com criatividade e animação, fortalecendo a beleza e o encanto da festa: “HAVAINA DE PAU” que já é tradição, e o estreante, polêmico “QUEM AMA PERDOA”, JARAGUÁ, E IDOSOS NA FOLIA. Este participou pelo segundo ano consecutivo. Já conseguiu seu espaço e deu banho de folia, energia e muito frevo. É um dos maiores destaque do Carnaval.
O bloco é um projeto da Secretaria de Assistência Social formado pelo grupo da terceira idade, através do diretor Zairo.

O BLOCO DO JARAGUÁ RESGATOU VELHOS PERSONGENS DO CARNAVAL
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Um momento de muita importância foi a participação do Bloco do Jaraguá, que sem recursos e imperceptível, resgata com muita propriedade personagens folclórica do nosso carnaval de rua: Jaraguá, papangu, mela- mela e outros fantoches culturais. Idealizado por Amarelinho, o bloco é composto por um grupo de amigos músicos percussionistas que na sexta- feira já começam a batucada, foliando nas ruas e avenidas. O bloco também foi convidado para puxar os blocos das escolas municipais Eva Cordeiro e Manoel Barba que junto com professores e alunos fizeram a abertura do carnaval poucos dias antes do frevo oficial.
O Carnaval de Tupanatinga já se consagrou: Pela qualidade dos seus foliões, pela familiaridade e hospitalidade do seu povo, pela sua historia e sua cultura e, sobretudo, pela paz que proporciona, não gerando violência, consolidando-se em uma festa tipicamente tradicional e familiar, declarou o Sargento GUNTEMBERGUE que esteve de plantão durante todo o evento festivo.