domingo, 11 de julho de 2010

FESTA DE SANTA CLARA: IGREJA PROPÕE DISSOCIAR A FESTA DAS COMEMORAÇOES RELIGIOSAS
































As festas de Padroeira são manifestações culturais de suma importância devido seu forte contexto cultural, religioso e histórico que denota toda tradição, usos e costumes, saberes e fazeres de uma comunidade.

Em nossa Cidade a padroeira é Santa Clara cujos festejos se realizam no mês de Agosto, com balões, banda de pífano e parque de diversões. Nas noites se apresentam grandes bandas de músicas, de todos os gêneros. As manifestações religiosas são compostas por missas, quermesses , novenas e procissões.

A escolha da Santa como padroeira da cidade foi feita pelos Senhores Felipe Néri e José Silva, primeiros proprietários e fundadores do município.


A Tradicional festa da padroeira Santa Clara, que também é nome da Cidade Tupanatinga (TUPANA=SANTA, TINGA=CLARA) já foi um evento exclusivamente religioso, onde as novenas, missas e adorações eram as principais atividades da festa, mas ao longo dos anos o evento foi se modificado com a mistura das comemorações sagradas e profanas. Hoje, vê-se associado a ela, uma grande festa de repercussão em toda região, onde seus atrativos são os shows de bandas, grandes variedades de barracas de bebidas, comidas, e vários outros atrativos.

As comemorações profanas da festa são realizadas logo após as celebrações religiosas.
A importância deste evento para o Município tem se caracterizado pela sua dimensão sócio- cultural.
Atualmente este evento é um dos mais tradicionais na região.

A Festa da Padroeira de Santa Clara, a popular festa de Agosto em Tupanatinga, já é uma agenda cultural na região. Dissociar este evento das comemorações religiosas não será tarefa fácil, é o que pretende o pároco da Cidade, Padre Antonio Ferreira:

A nossa proposta com base na nota pastoral e na palavra de Deus é que a festa de rua seja dissociada da festa religiosa.”

Segundo o Pe. Antonio, esta mudança já ocorreu em outras comunidades e objetivo não é desprestigiar a festa tradicional, mas é torná-las menos apelativa e mais familiar, aproximar a família cristã que estão se distanciando das obrigações religiosas:

“A festa da nossa padroeira é uma festa cristã e não pagã. É um momento de confraternizar as famílias, de conversão, de imitar as virtudes e a vida da Nossa Padroeira. Como podemos chamar de “Festa de Santa Clara”, uma festa onde vendem bebidas alcoólicas, onde bandas que só exibem músicas apelativas ao sexo e ao amor humano, são chamadas para atrair a juventude”.
Padre Antonio Ferreira. Pároco da Cidade.

Com base nos argumentos do Pe. que é uma decisão da Igreja, faz-se necessário que as autoridades responsáveis pela organização da festa, proponham um diálogo para que a realização deste evento que já somam mais de cinco décadas em nosso município, possa continuar com participação tanto do sagrado quanto do profano sem haver a descaracterização de ambos,já que o grande objetivo deste evento seja de fato a integração da família Tupanatinguense, proporcionando entretenimento, cultura e laser a toda população.

Realizar também mudanças nas programações, incluir participação da nossa cultura local, exposições de estandes com obras de nossos artesões, bordados, artes plásticas, pinturas, transformando a festa também um pólo de oportunidades para a população como já é uma realidade em todos os eventos da região.

por Jose Edimilson

FESTA DE SANTA CLARA


“A festa, na tradição bíblica, é apresentada como sinal do Reino de Deus. Na tradição da igreja as festas estão ligadas aos mistérios da vida de Jesus, de Maria e dos santos e santas”. Por isso não podemos e não devemos admitir que as nossas festas fossem paganizadas por certas pessoas que se dizem “católicas” mais que de católicos só tem o nome e praticamente não vem à igreja.

A festa da nossa padroeira é uma festa cristã e não pagã. É um momento de confraternizar as famílias, de conversão, de imitar as virtudes e a vida da Nossa Padroeira. Como podemos chamar de “Festa de Santa Clara”, uma festa onde vendem bebidas alcoólicas, onde bandas que só exibem músicas apelativas ao sexo e ao amor humano, são chamadas para atrair a juventude.

A palavra de Deus é bem clara para nós, quando através da profecia de Amós, nos adverte: “Buscai ao Senhor e vivereis, do contrário ele mandará sobre a casa de José um fogo que a devorará, sem haver em Betel, quem o apague. Aborreço, rejeito vossas FESTAS diz o Senhor, elas me desgostam, não sinto gosto algum em vossas reuniões de culto”. Amós 5, 6.21

A nossa proposta com base na nota pastoral e na palavra de Deus é que a festa de rua seja dissociada da festa religiosa.

Em nome da verdade e do Evangelho de Cristo,
fraternalmente,

Padre Antonio Ferreira
Pároco.

domingo, 27 de junho de 2010

FOTOS DESTAQUES DO SAMBA DE COCO EM ARCOVERDE






















O SAMBA DE COCO RAIZES DE TUPANATINGA NO SÃO JOÃO DOS SERTÕES DE ARCOVERDE


O Samba de Coco Raízes de Tupanatinga, dia 22 de junho, foi umas das atrações do palco da Cultura, em Arcoverde. Com uma roupagem moderna, diversificada, mas sem perder a originalidade cultural, o grupo cantou , recitou e dançou o coco na maestria do puxador do Samba, Severino Carquejo e Mariquinha do Coco.

O grupo além das músicas e das danças tradicionais inovou com encenações teatrais para homenagear o Reisado que também já foi uma tradição na cultural popular da região.
Durante a apresentação o grupo foi fotogrado, filmado e aplaudido o que é gratificante. Sinal que o trabalho agradou.

As festividades Juninas realizadas na Cidade de Arcoverde têm importância histórica porque promove um grande encontro da diversidade cultural, resgatando valores populares da região, transformando-se em um pólo de intercambio cultura entre interior e capital. E graça a este trabalho, este pólo é reconhecido tanto no País e internacionalmente.

Valores como samba de coco Raízes de Arcoverde e o Cordel do Fogo cantado já excursionaram pelo Brasil afora a até no Exterior.

Com um caráter criativo a inclusão cultural vem contribuindo com uma grande inovação nas artes e sobretudo na cultura musical do nosso estado.

Daí a importância do nosso samba que bebe da mesma cultura apresentar também sua particularidade.

O trabalho de resgate do Samba vem sendo realizado pela Associação de Cultura e Jovens de Tupanatinga e atualmente este trabalho tem progredido graça ao apoio da Prefeitura Municipal, através do Departamento de Cultura, que aos poucos vem desempenhando seu papel.

A performance do Projeto é do Diretor de Artes Cênica Alan Shimita o qual enriqueceu valiosamente a apresentação do Grupo, ensinando técnicas e posturas para se fazer uma perfeita apresentação artística e cultural.

















O SAMBA DE COCO NO SÃO JOÃO DOS SERTÕES DE ARCOVERDE "FOTOS 1'






















domingo, 6 de junho de 2010

ESTADO DE GRAÇA




Texto de Clarice L.


Quem já conheceu o estado de graça reconhecerá o que vou dizer. Não me refiro à inspiração, que é uma graça especial que tantas vezes acontece aos que lidam com arte.
O estado de graça de que falo é usado para nada. É como se viesse apenas para que se soubesse que realmente se existe. Neste estado, além da tranqüila felicidade que se irradia de pessoas e coisas, há uma lucidez que só chamo de leve porque na graça tudo é tão, tão leve. É uma lucidez de quem não adivinha mais: sem esforço, sabe. Apenas isto: sabe. Não perguntem o quê, porque só posso responder do mesmo modo infantil: sem esforço, sabe-se.
E há uma bem-aventurança física que a nada se compara. O corpo se transforma num dom. E se sente que é um dom porque se está experimentando, numa fonte direta, a dádiva indubitável de existir materialmente.
No estado de graça vê-se às vezes a profunda beleza, antes inatingível, de outra pessoa. Tudo, aliás, ganha uma espécie de nimbo que não é imaginário: vem do esplendor da irradiação quase matemática das coisas e das pessoas. Passe-se a sentir que tudo o que existe (pessoa ou coisa) respira e exala uma espécie de finíssimo resplendor de energia. A verdade do mundo é impalpável.
Não é nem de longe o que mal imagino deva ser o estado de graça dos santos. Este estado jamais conheci e nem sequer consigo adivinhá-lo. É apenas o estado de graça de uma pessoa comum que de súbito se torna totalmente real porque é comum e humana e reconhecível.
As descobertas nesse estado são indizíveis e incomunicáveis. É por isso que, em estado de graça, mantenho-me sentada, quieta, silenciosa. É como uma anunciação. Não sendo porém precedida pelos anjos que, suponho, antecedem o estado de graça dos santos, é como se o anjo da vida viesse me anunciar o mundo.
Depois, lentamente, se sai. Não como se estivesse estado em transe (não há nenhum transe), sai-se devagar, com um suspiro de quem teve o mundo como este é. Também já é um suspiro de saudade. Pois tendo experimentado ganhar um corpo e uma alma e a terra, quer-se mais e mais. Inútil querer: só vem quando quer e espontaneamente.
Não sei por quê, mas acho que os animais entram com mais freqüência na graça de existir do que os humanos. Só que eles não sabem, e os humanos percebem. Os humanos têm obstáculos que não dificultam a vida dos animais, como raciocínio, lógica, compreensão. Enquanto que os animais têm a esplendidez daquilo que é direto e se dirige direto.
Deus sabe o que faz: acho que está certo o estado de graça não nos ser dado freqüentemente. Se fosse, talvez passássemos definitivamente para o outro lado da vida, que também é real mas ninguém nos entenderia jamais. Perderíamos a linguagem em comum.
Também é bom que não venha tantas vezes quanto se queria. Porque eu poderia me habituar à felicidade - esqueci de dizer que e estado de graça se é muito feliz. Habituar-se à felicidade seria um perigo. Ficaríamos mais egoístas, porque as pessoas felizes o são, menos sensíveis à dor humana, não sentiríamos a necessidade de procurar ajudar os que precisam -tudo por termos na graça a compensação e o resumo da vida.
Não, mesmo se dependesse de mim, eu não quereria ter com muita freqüência o estado de graça. Seria como cair num vício, iria me atrair como um vício, eu me tornaria contemplativa como os fumadores de ópio. E se aparecesse mais a miúdo, tenho certeza de que eu abusaria: passaria a querer viver permanentemente em graça. E isto representaria uma fuga imperdoável ao destino simplesmente humano, que é feito de luta e sofrimento e perplexidades e alegria menores.
Também é bom que o estado de graça demore pouco. Se durasse muito, bem sei, eu que conheço minhas ambições quase infantis, eu terminaria tentando entrar nos mistérios da natureza. No que eu tentasse, aliás, tenho a certeza de que a graça desapareceria. Pois ela é dádiva e, se nada exige, desvaneceria se passássemos a exigir dela uma resposta. É preciso não esquecer que o estado de graça é apenas uma pequena abertura para uma terra que é uma espécie de calmo paraíso, mas não é a entrada nele, nem dá o direito de se comer frutos de seus pomares.
Sai-se do estado de graça com o rosto liso, os olhos abertos e pensativos e, embora não se tenha sorrido, é como se o corpo todo viesse de um sorriso suave. E sai-se melhor criatura do que se entrou. Experimentou-se alguma coisa que parece redimir a condição humana, embora ao mesmo tempo fiquem acentuados os estreitos limites dessa condição. É exatamente porque depois da graça a condição humana se revela na sua pobreza implorante, aprende-se a amar mais, a perdoar mais, a esperar mais. Passa-se a ter uma espécie de confiança no sofrimento e em seus caminhos tantas vezes intoleráveis.
Há dias que são tão áridos e desérticos que eu daria anos de minha vida em troca de uns minutos de graça.

Estudantes deverão assistir a duas horas de longas brasileiros por mês



Estudantes brasileiros de escolas públicas e privadas serão obrigados a assistirem, no período de um mês, a pelos menos duas horas de filmes nacionais. A proposta faz parte de um projeto de lei, aprovado em caráter terminativo, pela Comissão de Educação do Senado, mas depende de exame da Câmara dos Deputados, antes de ser sancionada a lei.


De acordo com o texto, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDTDF), essa exibição passa a ser um dos componentes do currículo escolar.
O objetivo, segundo o político, é disseminar a cultura na rede pública a um custo reduzido e despertar nas crianças o interesse pelas produções nacionais.
"Escola sem cultura não é escola.

É difícil fazer teatro em todas as escolas, mas cinema é perfeitamente possível. Com isso, a gente vai criar uma demanda para os filmes no futuro. Quando essas crianças crescerem, vão começar a ir ao cinema com mais frequência, entender e gostar mais dos filmes brasileiros, declarou o senador à Rádio Senado.

ALÉM DA RECREAÇÃO

Para Maria Márcia Sigrist Malavasi, coordenadora do curso de pedagogia da Universidade de Campinas (Unicamp), o projeto é interessante para a formação, mas ele não deve se resumir apenas a uma prática de recreação.

"Tudo depende do método que será utilizado para trabalhar o conteúdo. Dá para aprender assistindo filmes, agora é preciso que o professor que conduz uma atividade como esta esteja muito bem preparado, senão é mais um tempo perdido dentro da sala de aula, diz Malavasi.

Maria Peregrina de Fátima Rotta Furanette, coordenadora do curso de pedagogia Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Presidente Prudente, diz que a medida é importante para resgatar a cultura brasileira. Segundo ela, é necessário, porém, criar um projeto pedagógico para que o trabalho dê resultados.

"O professor precisa aprender a escolher bem os filmes assim como está aprendendo a escolher os livros didáticos. Ele tem que saber da qualidade dos filmes de acordo com a faixa etária com que ele vai trabalhar", diz Furanette.

DESAPROVAÇÃO
Em sua página no Twitter, Cristovam Buarque provocou os seus seguidores a dizer o que pensam sobre a proposta. "Minha lei (sic) obriga escola oferecer filmes nacionais, aluno assiste se quiser. Voce acha que é ditadura?"
Em seguida, o senador escreveu: "Surpreso (com a) quantidade (de) pessoas (que) consideram castigo assistir filme nacional. Certamente eles não viram filmes brasileiros quando crianças".

Ao explicar a escolha pela exibição de filmes, entre diferentes alternativas de manifestações artísticas, Cristovam Buarque, segundo publicou a Agência Senado, afirmou que "o cinema é a arte que mais facilidade apresenta para ser levada aos alunos nas escolas". Além disso, disse que o País precisa ampliar a indústria cinematográfica, que hoje depende de financiamento público devido à baixa frequência às salas de cinema.

SAIBA +
A exibição de filmes brasileiros deve ser componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola, estabelece a proposta (PLS 185/08). Na justificação do projeto, Cristovam Buarque argumentou que a ausência de arte na escola reduz a formação dos alunos e impede que sejam usuários de bens e serviços culturais na vida adulta.
Para o autor, os jovens ficam privados de um dos objetivos fundamentais da educação, que, em sua avaliação, é "o deslumbramento com as coisas belas".

Fonte: Jornal de Brasília

quinta-feira, 27 de maio de 2010

CASAS DAS JUVENTUDES - Canal de comunicação com os jovens

A percepção de que é preciso um olhar diferenciado em direção aos jovens – para os quais mazelas como o desemprego e a violência historicamente têm maior peso – levou o Governo de Pernambuco a criar as Casas das Juventudes. Os espaços, nos quais serão centralizadas atividades estruturadas de política pública específica para os jovens pernambucanos, vão funcionar em 51 municípios com menos de 35 mil habitantes.


Serão aplicados R$ 2 milhões para equipar todas as unidades de forma padrão, com 10 computadores ligados à internet, além de ambiente multiuso para exibições de cinema, realização de palestras e seminários, dentre outras atividades. As prefeituras se responsabilizarão pela cessão do espaço físico, folha de pagamento dos funcionários e demais serviços de manutenção.


A decisão foi comemorada pelos prefeitos das cidades beneficiadas, que vêem na iniciativa avanço na forma de lidar com esta parcela da sociedade. Isso porque as Casas das Juventudes funcionarão como um canal aberto de comunicação permanente entre os jovens e representações da instância municipal de juventude e do Conselho Municipal de Juventude.


E foram idealizadas e respaldadas após rodadas de conversas com jovens das 12 microrregiões de Pernambuco, que enxergam no termo “das Juventudes” a sua pluralidade, seja pela condição de vida nas zonas urbanas ou rurais, ou por raça, gênero ou denominação religiosa.


Ao listar os municípios beneficiados – Agrestina, Floresta, Pombos, Santa Filomena, Sertânia, Itamaracá, Afogados da Ingazeira, Água Preta, Alagoinha, Altinho, Brejão, Brejinho, Buenos Aires, Caetés, Camocim de São Félix, Camutanga, Carnaíba, Carnaubeira da Penha, Casinhas, Catende, Cedro, Cortês, Cupira, Custódia, Feira Nova, Gameleira, Glória do Goitá, Ingazeira, Ipubi, Itacuruba, Itapetim, Itaquitinga, Jatobá, Joaquim Nabuco, Lagoa de Itaenga, Lajedo, Maraial, Paranatama, Quipapá, Rio Formoso, Saloá, Sanharó, São Joaquim do Monte, São Jmosé do Belmonte, São José do Egito, Tabira, Tacaratu, Taquaritinga do Norte, Tupanatinga, Vicência e Xexéu – fica perceptível a importância deste programa.


Pois em tais cidades há pouco ou quase nenhum espaço para incentivar o protagonismo dos jovens. Muito menos instâncias que abram diálogo com os gestores municipais, como é o caso das Casas das Juventudes.


Vale lembrar que Pernambuco foi a primeira unidade da Federação a ter um Conselho Estadual e um Comitê Intersetorial da juventude, além de possuir o maior orçamento para esta área entre os 27 Estados brasileiros. Agora desponta como pioneiro na municipalização da política pública para os jovens.


Isaltino Nascimento (www.isaltinopt.com.br / www.twitter.com/isaltinopt), deputado estadual pelo PT e líder do governo na Assembleia Legislativa, escreve para o Blog Instituto Maurício de Nassau todas às quartas-feiras

NOTICIAS SOBRE A CULTURA DO NOSSO PAÍS

Plano Nacional de Cultura tem redação final aprovada

O Plano Nacional de Cultura (PNC), de autoria do deputado Gilmar Machado (PT-MG), teve a redação final aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara nesta terça-feira (4).

O Plano tem como objetivo o desenvolvimento cultural do país e a integração de iniciativas do Poder Público que conduzam à defesa e à valorização do patrimônio cultural.


E ainda, o plano valoriza a produção, promoção e difusão dos bens culturais, formação de pessoal qualificado para a gestão do setor, democratização do acesso aos bens culturais e valorização da diversidade étnica e regional.


A cultura brasileira está passando por um extraordinário processo de mudança e começa a ser vista como algo que, além de gerar lazer, é uma indústria que gera empregos, distribuição de renda e inclusão social.

"O Plano Nacional de Cultura é parte importante desse processo", ressalta Gilmar. A proposta segue agora para o Senado.


A comissão especial que analisa a proposta de criação do Sistema Nacional de Cultura (PEC 416/05) aprovou nesta quarta-feira o substitutivo do deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) ao texto.

A principal modificação foi a inclusão de dispositivo que prevê a ampliação progressiva dos recursos para a cultura nos orçamentos públicos. De autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a PEC segue para votação em dois turnos no plenário.


De acordo com o relator, o texto está em harmonia com um conjunto de propostas que já foram aprovadas ou estão em tramitação no Congresso, como o PL 6835/06 ( Plano Nacional de Cultura), o PL 5798/09 ( Vale-Cultura), e a PEC 150/03 que vincula recursos orçamentários à cultura. Esta última está pronta para ser votada em plenário e obriga a União a destinar 2% de seu orçamento ao setor; os estados, pelo menos 1,5%; e os municípios, no mínimo 1%.


Segundo Santiago, os recursos públicos devem se somar às verbas provenientes do incentivo fiscal da Lei Rouanet, que também está sendo revista. “Isso permitirá mudar essa situação em que se fala que a cultura é importante, porém ela não avança, não se interioriza, não chega às áreas mais distantes do País por falta de recursos”, disse.
Integração.


Pelo texto, o Sistema Nacional de Cultura terá as responsabilidades divididas entre União, estados e municípios, funcionando de forma semelhante ao Sistema Único de Saúde (SUS). Além da universalização do acesso aos bens e serviços culturais, a PEC prevê o fomento à produção e o incentivo à diversidade das expressões culturais.


Para o deputado José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG), a integração poderá corrigir uma situação que, em sua opinião, é inadmissível: o fato de menos de 5% dos municípios brasileiros terem órgãos responsáveis pela política cultural. “Como apontou o relator, além da fragilidade orçamentária, temos a fragilidade institucional, que será resolvida com esse sistema”, afirmou.

"Caso a proposta seja aprovada em plenário, o sistema deverá ser regulamentado por lei", disse o relator. Santiago explicou que o substitutivo pretende incluir um conjunto de diretrizes na Constituição, mas que a regulamentação permitirá um detalhamento dos direitos.


Presidente da comissão especial, o deputado Maurício Rands (PT-PE) destacou a ampla participação da sociedade na elaboração do Sistema Nacional de Cultura e do Plano Nacional de Cultura. Segundo ele, foram realizadas mais de três mil reuniões com representantes de diversas entidades em todo o País.