sábado, 3 de agosto de 2019

PONTO DE VISTA

Francisco Galindo

               Já ouviu do sambante casuarina que do ponto de vista da terra quem gira é o sol? E pensou se tá certo, se mais ou menos, se mais pra mais? E que do ponto de vista da mãe todo filho é bonito? E que achou da declarada estética certeira bem no alvo do afeto? E que do ponto de vista do ponto o círculo é infinito? E rodasse no disco, arredondado de concordância? E que do ponto de vista do cego sirene é farol? E ficasse no cimo poderoso de facho de luz das certezas de vela?E que do ponto de vista do mar quem balança é a praia? E se convenceu no corpo a pesar, balançando num só prato? E que do ponto de vista da vida um dia é pouco? E risse e sentisse que nada é bastante e que muitas são as faltas? 
           Um ponto de vista é sempre um ponto. Lugar de saída, apenas. Lugar de chegada, somente. Um furo num tecido com agulha enfiada. Uma passagem pro outro lado que me aceita caber. Seda, lã, ponto de cruz. Por sinal colocado à direita de uma nota pra esticá-la. Só uma pausa. Um fôlego. Um ponto pode ser unidade de cálculo das vantagens do seguro de velhice. Sem cálculo no rim? Sem poluir a vesícula? Um ponto cardeal ofertando direções sem soprar as escolhas? De fusão, de ebulição, um ponto que tanto fez que se liquefaz? Em ponto: preciso ou deixo pra lá? Ou ponho nos is e recomponho? Estar a ponto de e ficar no quase, prestes a sem que às vezes preste?
Não leve a sério seu ponto de vista a ponto de achar que achou o absoluto. Releve. Quem tá noutro ponto enxerga diferente. E de lá onde não estamos há uma riqueza que nos escapa. Nossa humanidade não tem a vantagem dos olhos de moscas, quatro mil facetas a trezentos e sessenta graus. O Deus que enxergo é o Deus do meu alcance e vai precisar da cara e da fala do Deus que os outros trazem. Pra gente não se machucar. As minhas escolhas são as que vi no trilho do meu horizonte. Não precisam do carimbo de melhores, à revelia dos que andam por aí noutro carril de ferro. O que penso é exatamente isso, penso é tudo aquilo colocado de mau jeito. No que gosto há um gosto e nele cabe o sal e o açucarado, o ácido e o amargo. No que sinto há medidas de variação. Não há de ser igual. No que julgo pode haver loucura ou sentença suspeita.
E pra fechar essas minhas obviedades, deixem que eu lembre do ponto de vista da lenda chinesa que se perguntava se os pontos de vista cabiam na senda da ambivalência de sorte e azar: o camponês tinha cavalo para arar e transportar. O animal escapou assustado numa tempestade. Disseram que era azar. Voltou acompanhado de mais dois cavalos. Sorte, azar? Pontos de vista. O filho do camponês montou um dos cavalos selvagens que o atirou longe, deixando-o acamado. Azar? Ponto de vista. Uma semana depois recrutadores dispensaram da guerra da China o filho quebrado do camponês. Sorte? Ponto de vista.



domingo, 21 de julho de 2019

Em Atividade Pedagogica, nas aulas de Arte da Escola Eva Cordeiro, alunos aprendem a defender a Cultura Nordestina


Atividade pedagógica

           No mês de junho os alunos do 6º ano da Escola Municipal Eva Cordeiro Feitosa, sob orientação da professora Flaviana Souza, vivenciaram durante as aulas de Arte, a cultura nordestina, onde os mesmos fizeram apresentação em sala de aula.
           A atividade teve como objetivo proporcionar uma aprendizagem holística fortalecendo valores e atitudes relacionadas à valorização da cultura e da história. Foi um momento rico e significativo de construção, de conhecimento e interação.
      A educação escolar precisa construir pontes para que os estudantes comecem desde cedo a vivenciar verdadeiramente essa diversidade cultural existente em nosso país, com isso haveria uma grande mudança social, e só assim teremos cidadãos éticos para vivermos em grande harmonia com todos os povos e culturas existentes em nossa nação.
         A elaboração desta atividade teve como intuito levar a reflexão sobre a importância da cultura vivenciada em determinada localidade, valorizando o contexto local. Concluí-se que com essa aula os estudantes terão acesso a uma educação dinâmica e diferenciada, possibilitando a melhoria do ensina e da aprendizagem.

Por:  Flaviana de Oliveira Souza, Licenciada em História, pela Autarquia de Ensino     superior de Arcoverde (AESA) , Atualmente leciono como professora de Historia e Arte para alunos do ensino fundamental II, na Escola Municipal Eva Cordeiro Feitosa.
Fotos: Flaviana 




sexta-feira, 3 de maio de 2019

Escola EREM José Emilio de Melo promove 1 feira cultural Pro Jovem Urbano, 2018/2019, em Tupanatinga


Além da  saborosa exposição de arte culinária local, a feira também homenageou os principais movimentos representativos do   patrimônio cultural da Cidade, o Samba de Coco, raízes de Tupanatinga e o grupo de Capoeira Nego Fujão. 



A Primeira feira de Cultura Pro Jovem Urbano, aconteceu na noite dia 28/03/2019, no patio da Escola estadual José Emílio de Melo e  objetivou estimular no jovem a valorização, resgate e a preservação da cultural local, sobretudo o partrimonio cultural, com a homenagem especial aos movimentos culturais mais ativo e antigo no Município, O grupo de Samba de Coco , tendo como mestre a maior representação da cultura popular, Mariquinha do Coco e Grupo de  Capoeira Negro Fujão, coordenado pelo mestre Chicaca, força impar nesse desbravar dessa cultura em Tupanatinga. 

 O evento oportunizou aos alunos a mergulharem nesse universo criativo   bem como produzir vídeos, entrevistas, relatando a vida e historia dos movimentos culturais da Cidade o que resultou em  belas apresentações e exposições culturais e uma conversa sobre cultura com José Edimilson, popularmente Zé de Nica, que defendeu a importância da prezervaçao do patrimônio cultural da comunidade, a exemplo do Samba de Raízes de Tupanatinga, há mais de cem anos fazendo historia e o Grupo de Capoeira Nego Fujão que já vem ha mais de 20 anos na resistência. À mesa estava presente a Diretora Geysa Feitosa, a coordenadora do Pro Jovem, professores e mestres da cultura popular de Tupanatinga, Mariquinha do Coco e Chicaca da Capoeira.


E a animação da festa ficou evidente com o samba de coco e a gingada da capoeira Nego Fujão, saboreada com as delicias tipicas  da terra, de produção dos aluno do Pro Jovem 2019 

Professores respónsveis: Sileide e Cristina.
Fotos: Sileide e Cristina
por Edimilson




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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Páscoa das crianças do Hospital do Câncer, do Recife.

Encenação da Paixão de Cristo pelas Crianças do Hospital de Cancer, Recife. Bonito de se vê e refletir sobre  o porquê das criaçãs serem tão especias.

Cristo, Senhor dos Homens , Reis dos Reis, invoca ao pai perdão pelos seus inimigos.

Uma das maiores lições de humildade e simplescidade de Jesus á humanidade .




Jesus entra em Jerusalem 




Jesus convida os apostolos para a última ceia


O sofrimento de Jesus diante o peso  da cruz, o peso dos nossos pecados


Cristo cai, recebe o carinho da mãe e continua a saga do Sofrimento até ao calvário.

Jesus Cristo, Rei dos Judeus e de todos nós,morto e crucificado pelo e por todos nós


Maria, mae de Jesus sofre a dor da perda do filho e do seu Senhor.

 Fotos enviadas por Francisco  Galindo
 Edição: Edimilson

terça-feira, 16 de abril de 2019

POSSO FICAR NU?

Por Francisco Galindo

"Regata crospped com pesponto faz sucesso em Arcoverde" é o que me aparece sem convite, mal inicio uma vadiagem pela internet. Estava no ambiente do El País, algo relativamente longe da cidade e mais vizinho da França, salto virtual que tentei para suar mais perto do fogo que consumia Notre-Dame. O algoritmo, miríade de dados comparados, me achou. Você que mora em Arcoverde, que tal uma regata crospped, quando voltar pra real?

       Não estamos mais sozinhos. Tem sempre algo ou alguém que acende a sensação de que somos vistos de esguelha. Que não somos donos de fechaduras à prova de chave falsa. É preciso inimistar-se com o banco e sustar a compra de um javali em Manaus, porque nunca fui tão afastado ou já vali tão pouco para querer bicho tão porco. Nossas senhas devassadas mostram a esterilidade e a inocência de combinar algarismos privados. Tem você aí uma TV smart no quarto?  Cuidado com ela. Há quem garanta que elas olham de dentro pra fora, quem sabe retêm na memória e sabe-se lá se não mostram no primeiro balcão de oficina técnica. Contra a bisbilhotice, e dado o que se dá nas alcovas, aconselham-se cortinado na smart e santos contra a parede.

      A privacidade foi uma das maiores conquistas do esforço civilizatório. Demorou, mas aquele tempo todo em que a gente andava de tacape e se abrigava numa furna só, incomodou até que a gente melhorou o grunhido e desejou um canto pra bater um tambor particular. Depois de uma bordoada de giros do planeta na cintura do sol, eis que chegamos ao Facebook e Google e seus mimetizados, em cujas mãos sacudimos os anéis de nossos dados, entregues para a agitação de compra e venda. " Você que comprou o livro "Outros Jeitos de Usar a Boca", de Kaur Rupi, nesta semana- eles sabem dia e hora e site de preferência- que tal ter dentes brancos e bonitos na OdontoPrevi, com opções sem carência e 6 X sem juros?" Ridículo da confrontação algorítmica: o livro, poemas de sobrevivência, amor e abuso, é bronca. O plano é broca.

       A luta livre contra a privacidade já tevw aeu furor na pressão feita por certa ortodoxia evangélica americana que intentou a legalidade de uma política de invasão de casas e aprisionamento de quem estivesse habituado em bebedeira, homossexualismo ou adultério. Sanha moralista que se arvorou em solapar o desejo, as vontades e as escolhas, que no conjunto organizam caráter e privacidade. A intimidade e a liberdade pessoal sempre foram alvos dos Estados totalitários, receosos da resistência velada. Desencorajados e combatidos, estes movimentos migraram ou alternaram a vigilância moral ou política com sua exterioridade e visibilidade para um viés mercantil, que a socióloga Shoshanna Zuboff entende como "capitalismo de vigilância", a prática, cada vez mais consolidada em nosso  tempo, de esparramar tentáculos de sedução e controle das vontades e iniciativas de aquisição, com sacrifício da privacidade, nem sempre percebido.

      A gente quer também ficar sozinho. Sem rastreadores de vontades. Sem aparelhos inteligentes que mostram sem avisar que também armazenam. Sem vigilância de anunciantes. O risco explícito é de que os dados a serviço da rede de controle de perfis de  consumidores possam a qualquer tempo servir a outras intenções, como bem provavelmente ocorre nos processos eleitorais e listas de rastreamento. Podemos ficar sem regata pespontada e sem nada da cintura pra baixo?