quinta-feira, 12 de setembro de 2019
sábado, 3 de agosto de 2019
PONTO DE VISTA
Francisco Galindo
Já ouviu
do sambante casuarina que do ponto de vista da terra quem gira é o sol? E
pensou se tá certo, se mais ou menos, se mais pra mais? E que do ponto de vista
da mãe todo filho é bonito? E que achou da declarada estética certeira bem no
alvo do afeto? E que do ponto de vista do ponto o círculo é infinito? E rodasse
no disco, arredondado de concordância? E que do ponto de vista do cego sirene é
farol? E ficasse no cimo poderoso de facho de luz das certezas de vela?E que do
ponto de vista do mar quem balança é a praia? E se convenceu no corpo a pesar,
balançando num só prato? E que do ponto de vista da vida um dia é pouco? E
risse e sentisse que nada é bastante e que muitas são as faltas?
Um ponto de vista é sempre um ponto. Lugar de saída,
apenas. Lugar de chegada, somente. Um furo num tecido com agulha enfiada. Uma
passagem pro outro lado que me aceita caber. Seda, lã, ponto de cruz. Por sinal
colocado à direita de uma nota pra esticá-la. Só uma pausa. Um fôlego. Um ponto
pode ser unidade de cálculo das vantagens do seguro de velhice. Sem cálculo no
rim? Sem poluir a vesícula? Um ponto cardeal ofertando direções sem soprar as
escolhas? De fusão, de ebulição, um ponto que tanto fez que se liquefaz? Em
ponto: preciso ou deixo pra lá? Ou ponho nos is e recomponho? Estar a ponto de
e ficar no quase, prestes a sem que às vezes preste?
Não leve a sério seu ponto de vista a ponto de achar que
achou o absoluto. Releve. Quem tá noutro ponto enxerga diferente. E de lá onde
não estamos há uma riqueza que nos escapa. Nossa humanidade não tem a vantagem
dos olhos de moscas, quatro mil facetas a trezentos e sessenta graus. O Deus
que enxergo é o Deus do meu alcance e vai precisar da cara e da fala do Deus
que os outros trazem. Pra gente não se machucar. As minhas escolhas são as que
vi no trilho do meu horizonte. Não precisam do carimbo de melhores, à revelia
dos que andam por aí noutro carril de ferro. O que penso é exatamente isso,
penso é tudo aquilo colocado de mau jeito. No que gosto há um gosto e nele cabe
o sal e o açucarado, o ácido e o amargo. No que sinto há medidas de variação.
Não há de ser igual. No que julgo pode haver loucura ou sentença suspeita.
E pra fechar essas minhas obviedades, deixem que eu
lembre do ponto de vista da lenda chinesa que se perguntava se os pontos de
vista cabiam na senda da ambivalência de sorte e azar: o camponês tinha cavalo
para arar e transportar. O animal escapou assustado numa tempestade. Disseram
que era azar. Voltou acompanhado de mais dois cavalos. Sorte, azar? Pontos de vista.
O filho do camponês montou um dos cavalos selvagens que o atirou longe,
deixando-o acamado. Azar? Ponto de vista. Uma semana depois recrutadores
dispensaram da guerra da China o filho quebrado do camponês. Sorte? Ponto de
vista.
domingo, 21 de julho de 2019
Em Atividade Pedagogica, nas aulas de Arte da Escola Eva Cordeiro, alunos aprendem a defender a Cultura Nordestina
No mês de junho os alunos do 6º ano da
Escola Municipal Eva Cordeiro Feitosa, sob orientação da professora Flaviana
Souza, vivenciaram durante as aulas de Arte, a cultura nordestina, onde os
mesmos fizeram apresentação em sala de aula.
A atividade teve como objetivo
proporcionar uma aprendizagem holística fortalecendo valores e atitudes
relacionadas à valorização da cultura e da história. Foi um momento rico e
significativo de construção, de conhecimento e interação.
A
educação escolar precisa construir pontes para que os estudantes comecem desde
cedo a vivenciar verdadeiramente essa diversidade cultural existente em nosso
país, com isso haveria uma grande mudança social, e só assim teremos cidadãos
éticos para vivermos em grande harmonia com todos os povos e culturas
existentes em nossa nação.
A elaboração desta atividade teve como
intuito levar a reflexão sobre a importância da cultura vivenciada em
determinada localidade, valorizando o contexto local. Concluí-se que com essa
aula os estudantes terão acesso a uma educação dinâmica e diferenciada,
possibilitando a melhoria do ensina e da aprendizagem.
Por: Flaviana de Oliveira Souza, Licenciada em História, pela Autarquia de Ensino superior de Arcoverde (AESA) , Atualmente leciono como professora de Historia e Arte para alunos do ensino fundamental II, na Escola Municipal Eva Cordeiro Feitosa.
Fotos: Flaviana
Por: Flaviana de Oliveira Souza, Licenciada em História, pela Autarquia de Ensino superior de Arcoverde (AESA) , Atualmente leciono como professora de Historia e Arte para alunos do ensino fundamental II, na Escola Municipal Eva Cordeiro Feitosa.
Fotos: Flaviana
sexta-feira, 3 de maio de 2019
Escola EREM José Emilio de Melo promove 1 feira cultural Pro Jovem Urbano, 2018/2019, em Tupanatinga
Além da saborosa exposição de arte culinária local, a feira também homenageou os principais
movimentos representativos do patrimônio cultural da Cidade, o Samba de Coco,
raízes de Tupanatinga e o grupo de Capoeira Nego Fujão.

![]() |
Professores respónsveis: Sileide e Cristina.
Fotos: Sileide e Cristina
por Edimilson
![]() |
| Adicionar legenda |
quinta-feira, 18 de abril de 2019
Páscoa das crianças do Hospital do Câncer, do Recife.
Encenação da Paixão de Cristo pelas Crianças do Hospital de Cancer, Recife. Bonito de se vê e refletir sobre o porquê das criaçãs serem tão especias.
![]() |
Cristo, Senhor dos Homens , Reis dos Reis, invoca ao pai perdão pelos seus inimigos. |
![]() |
Uma das maiores lições de humildade e simplescidade de Jesus á humanidade . |
![]() |
![]() |
Jesus entra em Jerusalem |
![]() |
Jesus convida os apostolos para a última ceia |
![]() |
O sofrimento de Jesus diante o peso da cruz, o peso dos nossos pecados |
![]() |
Cristo cai, recebe o carinho da mãe e continua a saga do Sofrimento até ao calvário. |
![]() |
Jesus Cristo, Rei dos Judeus e de todos nós,morto e crucificado pelo e por todos nós |
![]() |
Maria, mae de Jesus sofre a dor da perda do filho e do seu Senhor. |
Fotos enviadas por Francisco Galindo
Edição: Edimilson
Edição: Edimilson
terça-feira, 16 de abril de 2019
POSSO FICAR NU?
Por Francisco Galindo
"Regata crospped com pesponto faz sucesso em
Arcoverde" é o que me aparece sem convite, mal inicio uma vadiagem pela
internet. Estava no ambiente do El País, algo relativamente longe da cidade e
mais vizinho da França, salto virtual que tentei para suar mais perto do fogo
que consumia Notre-Dame. O algoritmo, miríade de dados comparados, me achou.
Você que mora em Arcoverde, que tal uma regata crospped, quando voltar pra
real?
Não estamos mais
sozinhos. Tem sempre algo ou alguém que acende a sensação de que somos vistos
de esguelha. Que não somos donos de fechaduras à prova de chave falsa. É
preciso inimistar-se com o banco e sustar a compra de um javali em Manaus,
porque nunca fui tão afastado ou já vali tão pouco para querer bicho tão porco.
Nossas senhas devassadas mostram a esterilidade e a inocência de combinar
algarismos privados. Tem você aí uma TV smart no quarto? Cuidado com ela. Há quem garanta que elas
olham de dentro pra fora, quem sabe retêm na memória e sabe-se lá se não
mostram no primeiro balcão de oficina técnica. Contra a bisbilhotice, e dado o
que se dá nas alcovas, aconselham-se cortinado na smart e santos contra a
parede.
A privacidade foi uma das maiores conquistas do esforço
civilizatório. Demorou, mas aquele tempo todo em que a gente andava de tacape e
se abrigava numa furna só, incomodou até que a gente melhorou o grunhido e
desejou um canto pra bater um tambor particular. Depois de uma bordoada de
giros do planeta na cintura do sol, eis que chegamos ao Facebook e Google e
seus mimetizados, em cujas mãos sacudimos os anéis de nossos dados, entregues
para a agitação de compra e venda. " Você que comprou o livro "Outros
Jeitos de Usar a Boca", de Kaur Rupi, nesta semana- eles sabem dia e hora
e site de preferência- que tal ter dentes brancos e bonitos na OdontoPrevi, com
opções sem carência e 6 X sem juros?" Ridículo da confrontação algorítmica:
o livro, poemas de sobrevivência, amor e abuso, é bronca. O plano é broca.
A luta livre contra a privacidade já tevw aeu furor na
pressão feita por certa ortodoxia evangélica americana que intentou a legalidade
de uma política de invasão de casas e aprisionamento de quem estivesse
habituado em bebedeira, homossexualismo ou adultério. Sanha moralista que se
arvorou em solapar o desejo, as vontades e as escolhas, que no conjunto
organizam caráter e privacidade. A intimidade e a liberdade pessoal sempre
foram alvos dos Estados totalitários, receosos da resistência velada.
Desencorajados e combatidos, estes movimentos migraram ou alternaram a
vigilância moral ou política com sua exterioridade e visibilidade para um viés
mercantil, que a socióloga Shoshanna Zuboff entende como "capitalismo de
vigilância", a prática, cada vez mais consolidada em nosso tempo, de esparramar tentáculos de sedução e
controle das vontades e iniciativas de aquisição, com sacrifício da
privacidade, nem sempre percebido.
A gente quer também ficar sozinho. Sem rastreadores de
vontades. Sem aparelhos inteligentes que mostram sem avisar que também
armazenam. Sem vigilância de anunciantes. O risco explícito é de que os dados a
serviço da rede de controle de perfis de
consumidores possam a qualquer tempo servir a outras intenções, como bem
provavelmente ocorre nos processos eleitorais e listas de rastreamento. Podemos
ficar sem regata pespontada e sem nada da cintura pra baixo?
Assinar:
Postagens (Atom)










































