sábado, 9 de maio de 2009

Tupanatinga em busca de Cultura e Cidadania.











Em encontro, na Secretaria de Cultura do Estado, a convite do Ministério da Cultura (Minc), o prefeito Manoel Tomé marcou presença através do seus representantes: o Secretario de Administração Evandro Pereira, Antonio Carlos e Tarso que respondem pela execução de projetos técnicos da Prefeitura, e Jose Edimilson de Oliveira, presidente da Associação de Cultura.

O encontro teve por objetivo viabilizar, com urgência, a implantação de ações do programa mais cultura em todas as cidades que ainda não foram beneficiadas, principalmente aquelas em que os índices de desenvolvimento humano e educacional estejam abaixo da média brasileira.

Entre as varias ações que o programa oferece o governo intensificará três delas: “Cine + Cultura, Espaço Cultural e Biblioteca pública" (implantação ou Modernização).
Participaram do encontro a equipe do Ministério da Cultura: Alfredo Menevy (Secretário de política cultural), Silvana Meireles (Secretária de articulação Institucional), Mônica Monteiro (Gerente de articulação institucional), o líder do Governo na Câmara Mauricio Rands, os representantes da FUNDARPE, FUNARTE, e os demais convidados: prefeitos, secretários e Diretores de Culturas, representantes e agentes culturais.

A abertura do encontro deu-se com a palestra do secretario de políticas culturais e doutor em cinema e vídeo, Alfredo Menevy.
Alfredo Menevy explicitou a importância do programa mais cultura, sobretudo sobre a Cultura.

“O Brasil que até pouco tempo não dispunha de esperança de nutrir nossas crianças de esperança, nem de garantir moradia e trabalho para o povo (que vivia banido violentamente do seu direito de viver) tem hoje uma política que além da inclusão social, busca também a inclusão cultural, necessária para o fortalecimento da auto-estima e resgate da identidade do individuo dentro da sociedade", disse o secretário.



Hoje, o Brasil tem outra fome. Fome de quê?

> Apenas 13% dos brasileiros vão ao cinema alguma vez por ano;

> 92% dos brasileiros nunca foram a um museu;
> 93,4% dos brasileiros nunca assistiram a um
espetáculo de dança;

> Mais de 90% dos municípios não possuem sala de cinema, teatro, museu e outros espaços culturais;

> A media brasileira de despesa mensal com cultura por família é de 4,4%.
Do total de rendimentos, acima da educação (3,5%), não variando em razão
da classe social, ocupando a 6ª posição dos gastos mensais da família brasileira.


Para o Secretário, diante dos números acima, o Brasil tem fome de viver (Educação, Cultura Esporte e Lazer).
Esses dados preocupam o governo que, caso não se corrijam, prejudicarão drasticamente a construção de uma Cidadania fortalecida e bem alicerçada que é o foco do Governo Federal para que tenhamos uma nação futura próspera e estável.

Com a aplicação das ações do Programa mais cultura o Governo Federal reconhece a cultura como uma ferramenta principal para alavancar o desenvolvimento do país, incluindo-a na Agenda Social - política estratégica de Estado para reduzir a pobreza e a desigualdade social.

Tupanatinga, devido as suas peculiaridades, não poderia deixar de se fazer presente neste encontro.
A aquisição de uma biblioteca e uma sala de cinema poderá ser o começo de um novo tempo de civilização para nossa Cidade.
“Nem só de Pão vive o homem, mas de conhecimento e sabedoria” (“ O povo não que só comida, o povo que cultura, diversão e arte”. Titãs).

O Prefeito Manoel Tomé, consciente das novas necessidades (Cultura, Educação e Lazer) existentes em nossa comunidade, não está medindo esforço para que o programa do Ministério da Cultura chegue em Nossa Cidade.

“Parabéns Prefeito! Novos tempos, novas maneiras de pensar e fazer política.”

Através da Secretaria da Cidade do Estado o Prefeito conseguiu o projeto da Academia das Cidades e o asfalto da principal avenida e Praça da Cidade.

“Cidade bonita, espaço cultural e Cinema!“

Os desprezos das nossas autoridades para com a cultura só contribuíram para o isolamento das comunidades, distanciando-as da civilização, e sobretudo do desenvolvimento humano e educacional, perpetuando todas as formas de empobrecimento do nosso povo.

A religião diviniza o homem e a filosofia o humaniza, mas somente a cultura o civiliza.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Capoeira em Tupanatinga

A Capoeira em Tupanatinga é exemplo de idealismo e amor a arte.

A Capoeira chegou, aqui em Tupanatinga no ano de 1998, através do professor de Capoeira Valdir, conhecido como Chicaca, o qual fundou o Grupo de Capoeira Negro Fujão da Cidade de Tupanatinga.

Sem apoio e com muita força de vontade começou repassando seus ensinamentos às crianças, jovens e adultos. Segundo Chicaca, não existe idade fixa para que a capoeira seja praticada, pois afora ser uma luta de defesa pessoal, a Capoeira é também uma filosofia de vida que através da música e da dança estimula a mente e o corpo.

Com conduta faz um trabalho sério e responsável, embora não receba o reconhecimento devido. Sobrevive do recebimento das mensalidades pagas pelos seus alunos. Abrilhanta as ruas e praças da Cidade com suas apresentações, sempre atraindo a atenção e curiosidade do publico. Também tem participado das aberturas dos desfiles em comemoração ao dia sete de setembro, eventos comunitários, comícios e, principalmente em feiras de leituras realizadas pelas Escolas Municipais e Estadual.

A Capoeira como se sabe, além da luta, tem a dança e a musica, a ginga e malicia. Os principais instrumentos utilizados são atabaque e berimbau , agogô e pandeiro. O professor e Mestre Chicaca também confecciona seus próprios instrumentos e dá algumas dicas de grupos que compõem e gravam : Senzala e Grupo Muzanza, Abadá e o Grupo Axé Capoeira, etc.
Atualmente cerca de 30 pessoas fazem parte do Grupo que já formou mais de 100 outras pessoas. A importância do trabalho do professor Chicaca para nossa comunidade tem valor social e educacional. Ademais contribui no combate as drogas, ao alcoolismo e a violência que impera na cidade.

Samba de Coco Raízes de Tupanatinga


Os componentes do Grupo atual são da segunda geração de uma família tradicional de Tupanatinga que tinha o samba quase como religião. Grandes Mestres como Julio de Ocrísio e Manoel de Ocrísio foram os responsáveis por inserir na família esta dança que, desde então, tornou-se um patrimônio da família e de toda geração futura.

Atualmente o grupo é formado por uma nova geração de Sambistas descendentes da mesma família, como: Bia Dandô, Mariquinha do Coco, Gerson França, Severino Carqueijo, Manoel de Maçu e tantos outros. Já dançaram em várias cidades vizinhas, inclusive em Recife. Nos tempos em que não se apresentam oficialmente, dançam somente em suas casas. Há três anos foram redescobertos por alguns alunos da Faculdade AESA, em suas pesquisas sobre a cultura local. Graças a estas pesquisas o Grupo está dançando em Escolas Estaduais e Municipais; sempre atraindo admiração e respeito do publico que o assiste.
O Grupo traz a arte do samba de coco tanto na dança como na sua musicalidade, e representa, hoje, a maior manifestação cultural de Tupanatinga.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Consagração do Carnaval de Tupanatinga





A MAGIA

O Carnaval do interior do estado demonstra a grandeza de que os pernambucanos são bons foliões e faz da folia carnavalesca um espaço não só de lazer, mas também para manifestar suas emoções, desalentos, historia e, sobretudo cultura.

Tupanatinga, 300 km da capital, localizada no agreste do estado, ainda não é alternativa maior para os foliões das cidades vizinhas devido à falta de ingredientes culturais associados ao carnaval que tenham por objetivo elevar nossa auto-estima e resgatar o passado carnavalesco históricos. Embora, asseguramos, o nosso Carnaval tem potencial superior a muitos Carnavais da região.

No nosso Carnaval é o Frevo que contagia: o ritmo Pernambucano incendeia e eletriza os foliões.
No quesito originalidade o nosso carnaval tem uma longa historia caracterizada por um povo que sempre amou e fez o Carnaval de rua: desfiles, concursos de rainha, reis momos, papangu, Zé Pereira, blocos, banho de chuveiro, etc.

Com a participação de grandes foliões de varias idades: velhos, adultos, jovens e crianças que foram fazendo história, isso de longas datas, época em que não havia recursos governamentais.
Grandes foliões como Seu Dodô, Seu Marcos Serafim (primeiro fotografo da Cidade), Pedro Ferro, Pedro Gomes, João de Isaías, José Elói (Dê) e o vereador Idelfonso muito fizeram para que esta festa se perpetuasse por todas as gerações. Foram os precursores da uma geração de jovens foliões que faziam dos três dias de carnaval um grande momento de alegria e descontração, numa época de grandes dificuldades e empobrecimento generalizado no interior deste Pais.

Hoje, nosso carnaval continua esbanjando criatividade e satisfação. Poucos são os jovens que se ausentam da cidade, apesar das boas opções em Cidades como Buique e Arcoverde. É aqui, em Tupanatinga, que os nossos foliões mais se divertem.
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O GALO, APESAR DO SUSTO, APROVOU O FREVO E NO PRÓXIMO ANO QUER MAIS

Para conferir a presença do Frevo em nosso Carnaval, o GALO DA MADRUGADA, diretamente do Recife, Capital do Frevo, mandou seu representante que nos prestigiou com sua beleza, requinte e majestade: esteve todo o tempo sinalizando sua aprovação e demonstrou contentamento com o nosso Carnaval.
Embora tenha havido um episódio em que ele mudou de cor e ameaçou brigar de galo; foi quando a banda Arreio Elétrico pousou de vaqueiro e quis transformar os foliões em gado.
As vaias foram unânimes.
A banda partiu para Buique e, o frevo voltou com mais força; o galo tomou de volta sua cor e tudo se normalizou. A banda NAÇÃO BRASILEIRA deu um show de diversidade musical Pernambucana, tocando todos os ritmos: frevo, coco, maracatu, baião, ciranda, maxixe... E ai!... Embocou no mangue: “haja folia e fôlego!... o povo pedindo mais!...” ("A Banda Arreio Elétrico exagerou e não foi respeitosa com a nossa festa").
O GALO DA MADRUGADA feliz com nosso frevo e com a presença do maracatu avisou ao escultor Maciel, responsável pela ornamentação brilhante do evento, que no próximo ano quer está representado em toda a praça e desfilando em toda a avenida.

Os chuveiros instalados, na praça Cel. Jose Emilio de Melo, debaixo de um sol verdadeiramente tropical e ao som de um FREVO eletrizante, foram a dose certa para estimular e arrastar multidões que começam a foliar a partir das 14 horas, e foram até a meia noite. As participações dos blocos realçaram o carnaval com criatividade e animação, fortalecendo a beleza e o encanto da festa: “HAVAINA DE PAU” que já é tradição, e o estreante, polêmico “QUEM AMA PERDOA”, JARAGUÁ, E IDOSOS NA FOLIA. Este participou pelo segundo ano consecutivo. Já conseguiu seu espaço e deu banho de folia, energia e muito frevo. É um dos maiores destaque do Carnaval.
O bloco é um projeto da Secretaria de Assistência Social formado pelo grupo da terceira idade, através do diretor Zairo.

O BLOCO DO JARAGUÁ RESGATOU VELHOS PERSONGENS DO CARNAVAL
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Um momento de muita importância foi a participação do Bloco do Jaraguá, que sem recursos e imperceptível, resgata com muita propriedade personagens folclórica do nosso carnaval de rua: Jaraguá, papangu, mela- mela e outros fantoches culturais. Idealizado por Amarelinho, o bloco é composto por um grupo de amigos músicos percussionistas que na sexta- feira já começam a batucada, foliando nas ruas e avenidas. O bloco também foi convidado para puxar os blocos das escolas municipais Eva Cordeiro e Manoel Barba que junto com professores e alunos fizeram a abertura do carnaval poucos dias antes do frevo oficial.
O Carnaval de Tupanatinga já se consagrou: Pela qualidade dos seus foliões, pela familiaridade e hospitalidade do seu povo, pela sua historia e sua cultura e, sobretudo, pela paz que proporciona, não gerando violência, consolidando-se em uma festa tipicamente tradicional e familiar, declarou o Sargento GUNTEMBERGUE que esteve de plantão durante todo o evento festivo.







terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Ordem e Desordem

Trabalho, dinheiro, amor, chuva
Trabalho, dinheiro, chuva, amor
chuva, amor, amizade, dinheiro

A eternidade em pensar o nada; o mesmo que pensar tudo.

Dia de pensar desejos,
Ou o dia de pensar uma idéia vaga.

Prazer, dor, felicidade
Prazer, dor, agonia...

Tempo, barulho, silêncio
Silêncio, tempo, pensamento

Tempo, eternidade
Eternidade, absoluto.

Edezilton Martins, 24/02/09

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Posse do Prefeito Manoel Tomé



POSSE DO PREFEITO LOTOU A PRAÇA
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Devido à expectativa do povo quanto à nova administração, visto que o novo prefeito manteve-se calado, a posse do Prefeito Eleito Manoel Tomé lotou a Pça Cel. Jose Emilio de Melo, em frente à Câmara Municipal de Vereadores: O que o prefeito teria a dizer?... Quais seus planos?... Romperia com a administração anterior?...
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PREFEITO ELEITO PROMETE FAZER UM GOVERNO DEMOCRÁTICO COM PRIORIDADE SOCIAL .
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Após sua posse na câmara o Prefeito então fala ao povo: Tímido e manso ao falar, respeitoso e sem ofensa, explica aos poucos e com poucas palavras como deverá ser a sua administração. Frisou que governará para todos sem nenhuma distinção ou perseguição, priorizando as políticas sociais para atender aos mais humildes porque suas necessidades são mais urgentes. Concluindo, falou em um gesto simbólico, que a chave da Prefeitura ficaria sob a guarda de Deus, e que precisaria muito da sua inspiração para fazer as mudanças necessárias para promover o verdadeiro desenvolvimento de Tupanatinga.

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QUINCA DE ELIAS É O PRESIDENTE DA CÂMARA COM RECORDE DE VOTOS: nove a zero.
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.Os Vereadores empossados elegeram pela primeira vez seu colega Joaquim de Almeida a Presidente da Câmara, com recorde de votos e muita calmaria. Até então as eleições da câmara sempre foram tumultuadas e recheadas de suspense. As últimas, por exemplo, ficaram com a oposição: Luciano Sousa, período 2005/2006, e Ganisse Minervino, período 2007/2008.
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DEPUTADO ISALTINO NASCIMENTO DISSE QUE O GOVERNO DO PREFEITO ELEITO SERÁ MARCADO POR GRANDES OBRAS
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ISALTINO NASCIMENTO , deputado pelo PT, marcou presença na posse do Prefeito Manoel Tomé e falou dos programas necessários ao desenvolvimento social e econômico que serão destinados ao Município de Tupanatinga.
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O Deputado teve uma participação decisiva na campanha do Prefeito Manoel Tomé: Veio a posse para reafirmar seu compromisso de campanha. Concluindo seu discurso disse que o governo do prefeito eleito será marcado por grandes obras.








domingo, 25 de janeiro de 2009

O Povo Brasilero e a Ditadura Militar, Parte II

Por Edezilton Martins
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As mazelas de que, nós brasileiros, somos vítimas não decorrem somente dos efeitos da ditadura militar, embora a ditadura tenha acelerado este processo. Somos vítimas dos aspectos malévolos do pós-mordernismo e do capitalismo.
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A justificativa para deflagração do golpe foi o flertes do presidente Jango com o socialismo. Não fazendo apologia ao socialismo, este teria agregado outros valores ao Brasil, e não teríamos copiado tanto a sociedade norte-americana. Seríamos diferentes em certos aspectos.
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É verdade que a ditadura eliminou nossas cabeças pensantes com tortura e morte. Todavia o Brasil, hoje, tem muitas cabeças pensantes. Estes não estão nas salas de aulas. Há, entretanto, diferenças: as cabeças pensantes são, hoje, geralmente individualistas. O homem moderno e capitalista é individualista.
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A ditadura militar acelerou o processo de construção do brasileiro moderno. Mais recentemente, o processo democrático e a liberdade de imprensa ao escancararem a corrupção mostraram ao homem brasileiro quanto ele é impotente. O monstro na ditadura era o estado, agora é a corrupção. Esta sensação de incapacidade remete-nos ao individualismo, ao não idealismo.
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O homem moderno e o brasileiro se sentem incapazes, a juventude não ver perspectiva, as escolas não os ensina a pensar.
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Uma sociedade como somos hoje os brasileiros: sem sonhos e perspectiva, sem valores fundamentais, etc. é uma sociedade esclerosada.
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Encontramo-nos numa encruzilhada. A justiça, a democracia, a liberdade de expressão, e o desenvolvimento econômico vão aos poucos mostrando o caminho a seguir. Todavia, o caminho completo somente poderá ser mostrado pela educação. A educação brasileira não se apresenta para cumprir seu papel na história. Nossos professores não estão preparados para ensinar a pensar.
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Entramos, em massa, em contato com a filosofia da índia através da novela das oito da Rede Globo. Parece-nos absurda a divisão de castas indiana. Nós brasileiros, os norte-americanos e outras sociedades temos nossas divisões em castas: brancos e pretos, ricos e pobres, judeus e arianos, masculino e feminino, etc. “Chego a ter um pouquinho de inveja dos indianos quando percebo a sua noção de respeito ao outro, não obstante, sua divisão em castas seja um desrespeito incomensurável”.
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As escolas, a mídia, os governos, o povo brasileiro precisam passar por um processo de antropofagia, de deglutição desta cultura norte-americana e modelos de modernidade com fito de eliminar aquilo que não se adapta a nossa idiossincrasia. Precisamos deglutir nossas crenças. Precisamos deglutir inclusive a nossa história, porque há muita mentira nesta. O bispo Sardinha talvez não tenha sido comido vivo pelos índios. Havia interesse do governador de eliminá-lo.
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“A educação tem o poder de fazer a única revolução possível. Por conseguinte, o poder de desconstruir e fazer a história; desconstruir e construir o novo homem, o novo Brasil. Educação não é brincadeira de menino pequeno”.
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Afora a ditadura da mídia que impera hoje, o monstro da corrupção, a não apresentação da educação, o outro grande mal brasileiro é a desigualdade: “Justiça, desenvolvimento econômico e educação nos tornam iguais”.
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“A vida não tem mais que duas portas: uma de entrar, pelo nascimento; outra de sair, pela morte. Em tão breve trajeto cada um há de acabar a sua tarefa. Com que elementos? Com os que herdou, e os que cria. Aqueles são a parte da natureza. Estes, a do trabalho (educação). Se a sociedade não pode igualar os que a natureza criou desiguais, cada um, nos limites da sua energia moral, pode reagir sobre as desigualdades nativas, pela educação (trabalho)” Rui Barbosa.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Festas em Tupanatinga - parte I

Merece destaque as festas de final de ano feitas pelas escolas Jose Emilio de Melo, e a Municipal Manoel Borba para celebraram as conclusões e formaturas dos seus alunos.
Dia 20 de dezembro foi realizada no Ginásio Municipal a conclusão dos alunos das oitavas séries da Escola Manoel Borba. Um evento requintado de beleza e criatividade. A festa teve inicio com a entrega dos diplomas aos concluintes 2008. Em seguida as autoridades educacionais proferiram seus discursos em prol da importância da formação educacional do jovem e congratularam o corpo docente da referida escola.
O evento continuou com um baile animado com "a banda e orquestra NOSTALGIA", com vários ritmos, desde o forró aos embalos das músicas da Jovem Guarda.
A Orquestra, que é uma das melhores bandas do gênero na região, não foi suficiente para atrair os familiares como é a tradição dos bailes dos concluintes em outras épocas. Esperamos que os organizadores destes eventos( escolas municipais e estadual) procurem nos próximos eventos atraírem as famílias.
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Este artigo terá sequência com a descrição do Carnaval, que junto com as festividades do mês de agosto, constituem as duas maiores festas da cidade.
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O Povo Brasileiro e a Ditadura Militar

Por Edezilton Martins e J. Edimilson
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Os homens sofremos a falta de conhecimento necessário para entender e compreender a realidade e a nós mesmos, o que resulta numa vida fútil, momentânea, sem passado e sem futuro.
Nosso comportamento é movido pela mídia. Não suportamos conviver com o silêncio. O silêncio nos mantém em contato com nós mesmos; e dentro de nós não há nada. A televisão sabendo disso (os canais sensacionalistas) usa locutores e apresentadores que falam sem parar, em tom acelerado, para não darem tempo para os telespectadores respirarem. Porque respirar é mergulhar no vazio de si mesmo. Observe o programa do Faustão da rede Globo.
A mídia, a propaganda, os governos, as empresas utilizam este vazio existencial humano como modo de manipulação. Tudo em função do comércio, do lucro. Afinal o homem sem conteúdo necessitará consumir continuamente para se satisfazer. O homem sem conteúdo elegerá maus políticos, e ainda os transformará em seus heróis. Esta subjeção ao sistema midiático se inicia com o homem já desde a tenra idade. Os pais transmitem para os filhos o mesmo vazio de que são vítimas; o mesmo consumismo besta. No lugar de ensinarem as crianças a serem, ensinam-lhes a terem. Fazem com que as crianças entendam que felicidade é sinônimo de consumo e não de valores, entendimento e conteúdo.
Aí vem a reflexão! A quem isto interessa? Onde nossa sociedade espera chegar com este despreparo?... Até quando a sociedade e a natureza suportarão esta vida consumista, desregrada e agressiva? ...
O homem precisa aprender a pensar como Sócrates, Platão e Aristóteles. As escolas e os pais deveriam proporcionar esta condição. Aí teríamos alunos críticos, com conteúdo, mais comportados. Obedientes, todavia não submissos. Esta ausência de valores percebida na juventude é conseqüência do vazio existencial humano. Há também a ausência de percepção das oportunidades por parte da juventude.
Tratando-se de Brasil, façamos um corte na linha do tempo para enxergarmos onde o brasileiro se perdeu na banalidade: o golpe militar de 64 proporcionou a ruptura entre o brasileiro engajado com as mudanças, o sonho de construção de um mundo de oportunidades, e o brasileiro alienado, fútil. A ditadura que matou, torturou e exilou as cabeças livres e inteligentes de nosso pais dilacerou o que de melhor tínhamos: homens que pensavam, que transmitiam valores e sonhos.
A censura institucionaliza da ditadura militar passou a censurar na imprensa, na arte, na escola e na cultura tudo aquilo que pudesse fazer o homem pensar. Pensar passou a ser proibido. A ditadura e a censura criaram uma mídia fútil, manipuladora, a serviço do sistema e do comércio.
Somos uma sociedade perdida. O bandido é o novo herói. O sensacionalismo é o que emociona o telespectador. A música que nossos jovens ouvem é um barulhão sem conteúdo, fútil, sem conteúdo crítico como na musica de um Chico Buarque, sem intervalos entre as notas para respirar como numa bossa nova. Os pais e os professores não têm conteúdo e condições para reverter o status da banalidade, do vazio existencial.
O golpe de 64 deixou-nos órfãos da educação e da cultura. Por conseguinte de valores, de capacidade crítica. Levou-nos ao abismo de nós mesmos. Transformou-nos em patéticos objetos de consumo.
Como os homens as instituições também se alienaram. Também se tornaram produtos de venda fácil. Prostituiram-se.
A luta contra os efeitos da ditadura militar continua: como mudar este retrato? Como romper com esta ditadura midiática? Como nos tornamos indivíduos críticos? Como transformarmos o sistema educacional? Como recuperarmos as cabeças pensantes que a ditadura militar dilacerou? Como recuperarmos os valores? Como voltar a sonhar? Como voltarmos a ser idealistas e revolucionários?... Chico Buarque cantou que “mesmo calada a boca resta a cuca, silêncio na cidade não se escuta...”. Mesmo calada a boca resta a escrita, a história, a literatura. É proibido se calar e aquietar. Sobretudo, é preciso fazer diferente.
Até a pouco tempo se creditava a pobreza brasileira ao fato do país ser subdesenvolvido. Mas agora o Brasil é a nona economia do mundo. A nossa maior miséria não é a econômica, nossa maior miséria é a ausência de valores, de conteúdo, de pensamento crítico; a miséria do nosso sistema de educação. Somos miseráveis porque somos ignorantes de nós mesmos (vazios de valores, sonhos e ideais).