segunda-feira, 13 de dezembro de 2021
sábado, 5 de setembro de 2020
“A COMUNIDADE DE PADRE ROLANDO NÃO É FAVELA!”

É muito comum encontrar crianças e jovens nas ruas do Bairro perambulando ou brincando em meio aos carros e motos que por ali transitam. O álcool e a droga estão presentes naquela realidade, além de alguns comportamentos violentos, som alto, botecos que não respeitam a lei que proíbe a venda de álcool a menores (fato muito comum em Tupanatinga como um todo), assim relatados por alguns moradores que falaram com a equipe do JPT. Para completar o quadro crítico da situação da comunidade, o número de jovens em idade escolar em descompasso com a série, na qual deveriam estar matriculados, é grande, além dos jovens que se evadem das instituições educacionais, sejam elas municipais, ou estadual.
O Bairro da Camila se encontra com uma
infraestrutura de saneamento defasada. São ruas sem calçamento, esgoto a céu
aberto, a água que não chega com regularidade. É bem verdade que o antigo
matadouro foi derrubado, pois não tinha condições de funcionamento, tanto do
ponto de vista da higiene, quanto do ponto de vista da segurança do trabalho
(fato constatado através de denúncias, às quais citavam e provavam a presença
de crianças no ambiente externo e interno do antigo matadouro), embora o chão tenha
ficado “limpo” da presença do matadouro, o local ficou abandonado, sem que
nenhuma outra finalidade social lhe fosse dado! Muito do sangue dos animais
abatidos naquele lugar foram jogados na rua de terra, a céu aberto, sem
saneamento, sem tratamento adequado, afetando a vida de dezenas de pessoas
quanto a saúde. Essa Comunidade chamada “Padre Rolando” tem sofrido ao longo
dos anos um processo de abandono e de descaso do Poder Público, o qual não pode simplesmente se “contentar” com
pequenas obras, sem de fato ter como prioridade a Qualidade de Vida de cada habitante dessa Comunidade. Isso implica
dizer, de forma contundente e comprometedora, que mais do que nunca as Políticas Públicas são essenciais e
urgentes para que essas vidas sejam transformadas de fato e de direito. A
realidade da Comunidade Padre Rolando não pode se restringir a ações de caráter
superficial, porque a fome, o desemprego, os vícios que flagelam diuturnamente
a vida de crianças, jovens, adultos, homens, mulheres e idosos não será
minimizada com tão pobres ações dos gestores da cidade. Em tempos eleitorais, a
comunidade é “vista” apenas como mercadoria, onde o voto custa de dez a quinze
reais por “cabeça”!
Não é a Comunidade de Padre Rolando que é “uma favela”, mas, na visão e na mente de quem não se importa de fato com aquelas vidas que necessitam de ações concretas e reais para a superação das mazelas sociais. Salve a Comunidade de Padre Rolando!
segunda-feira, 24 de agosto de 2020
"Só quem vive bem os agostos é merecedor da primavera!
Lembro-me bem. Foi quando julho se foi, que um vento mais
gelado, mais destemperado, que arrastava ainda folhas deixadas pelo outono, me
disse algumas verdades. Convenceu-me de que o céu começaria a apresentar
metamorfoses avermelhadas. Que a poeira levantada por ele daria lições de que
as coisas nem sempre ficam no mesmo lugar e que é preciso aceitar que a poeira
só assenta depois que os redemoinhos se vão.
Foi quando julho se foi que a minha solidão me convidou para
uma conversa. E me contou de tempo de esperas. E me disse que o barulho das
árvores tinha algo a dizer sobre aceitação. E eu fiquei pensando como elas, as
árvores, aceitam as estações que, se as estremecem, também lhes florescem os
galhos. Mas tudo a seu tempo. Foi em agosto que descobri que os cachorros
loucos são, na verdade, os uivos que não lançamos ao vento. São nossos
estremecimentos particulares que a nossa rigidez de certezas não nos permite
encarar.
O mês de agosto tem muito a ensinar. Porque agosto é mês
jardineiro, é dentro dele, berço do inverno, que as sementes dormem. Aguardam
seu tempo de brotar. Agosto é guardador da boa-nova, preparador de flores.
Agosto é quando Deus deixa a natureza traduzir visivelmente o tempo das
mutações.
Mude, diz agosto, em seu recado de sementes. Aceite, diz
agosto, com seu jeito frio de vento que levanta poeira e a faz avermelhar o
céu. Compartilhe, diz agosto. Agasalhos, sopas quentinhas, cafés com chocolate,
abraços mais apertados – eles também aquecem a alma e aninham o corpo.
Distribua mais afetos, que inverno é acolhimento, é tempo de preparar setembro.
E, de setembro, todos sabemos o que esperar. Esperamos a arrebentação das
cores, que com seus mais variados nomes vêm em forma de flores.
Vamos apreciar agosto, recebê-lo com o espanto feliz de quem
não desafia ventos. Que ele desarrume e espalhe suas folhas e levante suas
poeiras.
Aceite as esperas, mas coloque floreiras na janela.
Só quem vive bem os agostos é merecedor da primavera!"
Miryan Lucy de Rezende
Escritora e Educadora Infantil
quinta-feira, 2 de julho de 2020
Quinta Feira Eu Conto
Uma vez, uma menina por Janiklessya Oliveira
quarta-feira, 24 de junho de 2020
Escrever
Escrever
Escrever é deixar a alma fluir
É esbravejar
É dilacerar o coração
É transforma-dor
Ah,escrever
Por isso escrevo
Escrevo o que sinto
Escrevo o que vejo
Escrevo quando amo
Amo quando escrevo
Amo escrevendo tudo aquilo que desejo
Escrevo o que leio
Escrevo o que canto
Escrevo o que grita
Escrevo também encantos
Em cada canto
Vou me deixando no que escrevo
Me vês?
terça-feira, 23 de junho de 2020
ENCONTRO COM A POESIA
Vida
Poesia divina de alegres cantos
Das dores vencidas
De sabores e Encantos
Da sabedoria à liberdade
És a sinfonia do Amor
Amor que se deu
Amor que me deu: PLENITUDE
aniklessya Oliveira,
A CRÔNICA CONTINUA....
Francisco Galindo

FRANCISCO GALINDO






