sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

ACJT fortalece cultura, memória e juventude em Tupanatinga durante 2025

 Associação de Cultura e Jovens de Tupanatinga reafirma seu compromisso com a preservação da memória, a valorização das tradições e o fortalecimento da juventude.

Tupanatinga (PE) – O ano de 2025 marcou um período de fortalecimento e consolidação das ações da Associação de Cultura e Jovens de Tupanatinga (ACJT), entidade que vem se destacando pelo compromisso com a valorização da cultura popular, da memória local e da participação da juventude no município.

Ao longo do ano, a ACJT desenvolveu uma série de iniciativas voltadas ao resgate das tradições, ao reconhecimento dos mestres da cultura e à construção de uma identidade cultural cada vez mais visível e respeitada pela comunidade.

Mapeamento cultural e valorização da memória


Entre as principais ações realizadas em 2025 está o mapeamento da Cultura Tradicional, que identificou artistas populares, mestres, artesãos, músicos, escritores e grupos tradicionais. Esse trabalho permitiu organizar informações, registrar histórias e fortalecer o sentimento de pertencimento da população em relação à própria cultura.

As expressões afro-brasileiras, indígenas e quilombolas receberam atenção especial, reafirmando a diversidade cultural de Tupanatinga e o compromisso da Associação com a inclusão e o respeito às raízes do povo.

Exposição Cultural da ACJT



Outro destaque do ano foi a Exposição Cultural da ACJT, que reuniu painéis biográficos e memoriais dedicados a mestres da cultura, artesãos, escritores e comunicadores culturais. A iniciativa transformou-se em uma ação permanente de memória, sendo apresentada em evento da tradicional festa de agosto do município e despertando grande interesse do público.

A exposição não apenas homenageou figuras importantes da cultura local, como também contribuiu para o reconhecimento público do valor desses saberes tradicionais.

Cultura popular em evidência

Durante 2025, a ACJT também atuou de forma ativa na valorização da cultura popular e tradicional, destacando manifestações como o Samba de Coco, a Capoeira, a Banda de Pífanos e o Forró Pé de Serra. Essas expressões foram reconhecidas como patrimônios vivos da cidade, fortalecendo a identidade cultural e incentivando sua continuidade.

Durante 2025, a ACJT também atuou de forma ativa na valorização da cultura popular e tradicional, destacando manifestações como o Samba de Coco, a Capoeira, a Banda de Pífanos e o Forró Pé de Serra. Essas expressões foram reconhecidas como patrimônios vivos da cidade, fortalecendo a identidade cultural e incentivando sua continuidade.

Produção cultural e comunicação

A produção de conteúdo cultural foi outro eixo importante das atividades da Associação. Textos históricos, materiais educativos, cards digitais e publicações em redes sociais ampliaram o alcance das ações da ACJT, aproximando a instituição da comunidade e dando visibilidade às iniciativas desenvolvidas.

Por meio da comunicação cultural, a Associação passou a registrar e difundir, de forma contínua, a memória e a história de Tupanatinga.

Juventude e educação

A ACJT manteve diálogo com escolas, educadores e jovens, promovendo ações educativas e incentivando a participação da juventude nas atividades culturais. A proposta foi estimular o protagonismo juvenil e a compreensão da cultura como um direito e uma ferramenta de transformação social.

Desafios e perspectivas

Apesar das conquistas, a Associação enfrentou desafios ao longo do ano, como limitações financeiras e estruturais. Ainda assim, o trabalho voluntário, o apoio comunitário e o compromisso dos associados permitiram que as ações fossem realizadas com responsabilidade e impacto social.

Para 2026, a expectativa é ampliar os projetos culturais, fortalecer parcerias institucionais, participar de editais públicos e consolidar a Exposição Cultural como uma ação permanente no calendário cultural do município.

Compromisso com a cultura de Tupanatinga

Ao encerrar 2025, a Associação de Cultura e Jovens de Tupanatinga reafirma seu compromisso com a preservação da memória, a valorização das tradições e o fortalecimento da juventude. O trabalho desenvolvido ao longo do ano evidencia que investir em cultura é investir na identidade, na educação e no futuro da cidade.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

ASSOCIAÇÃO DE CULTURA E JOVENS DE TUPANATINA REALIZA II ENCONTRO DA CONSCIENCIA NEGRA E MOBILIZA COMUNIDADE



                 A identidade afro-brasileira de Tupanatinga.

A Praça Cel. José Emílio de Melo tornou-se palco de celebração, reflexão e reconhecimento durante o II Encontro da Consciência Negra, promovido pela Associação de Cultura e Jovens de Tupanatinga (ACJT) neste sábado (22), a partir das 18h. O evento reuniu centenas de moradores, estudantes, professores, autoridades e artistas locais em uma noite marcada por palestras, apresentações tradicionais, sorteios e manifestações culturais profundamente enraizadas na identidade do município.

Sob a condução do cerimonialista Valderí Macario, a abertura foi realizada pelo presidente interino da ACJT, John Lennon, que destacou a importância do fortalecimento da consciência coletiva sobre a contribuição afro-brasileira e indígena na formação histórica de Tupanatinga.
Segundo ele, o objetivo central do encontro é “aprofundar o reconhecimento das raízes que moldam nossa memória, nossas práticas culturais e o próprio modo de ser do povo tupanatinguense”.

Arte, tradição e ancestralidade no centro da praça

A programação trouxe apresentações que evidenciaram a riqueza das tradições afro-brasileiras presentes no município. O público prestigiou, inicialmente, a força do Grupo Samba de Coco Raiz de Tupanatinga, que apresentou repertório tradicional e reforçou a ligaç

ão entre ancestralidade, ritmo e resistência cultural.

Outro momento marcante foi a presença vibrante do Movimento de Capoeira Negro Fujão de Tupanatinga, uma das mais antigas manifestações de matriz africana ainda vivas no município. Com rodas, toques e jogos, o grupo prestou homenagem aos antepassados, reafirmando a capoeira como prática de corpo, luta, arte e liberdade.



A noite contou também com a expressividade da Banda de Pífano, referência na música popular tradicional do Sertão. Seus instrumentos de sopro e percussão levaram ao público a sonoridade típica das manifestações criadas e preservadas historicamente por comunidades afrodescendentes e rurais da região.

Reflexão e consciência social

A palestrante convidada, Professora Maria de Lourdes da Silva Batista, trouxe uma abordagem firme e esclarecedora sobre o tema “Racismo e Preconceito”. Durante sua fala, destacou como essas questões continuam presentes no cotidiano e reforçou a responsabilidade social de enfrentá-las. Sua palestra ampliou o diálogo sobre respeito, equidade e reconhecimento das lutas históricas da população negra.

Cultura, memória e pertencimento

O evento consolidou-se como um grande encontro de fazedores e fazedoras de cultura, que compartilharam suas experiências e reafirmaram o compromisso coletivo com a preservação das tradições afro-brasileiras de Tupanatinga. As apresentações e discursos reforçaram o valor da diversidade cultural como fundamento da identidade local.

A população marcou presença de forma expressiva, demonstrando apoio, entusiasmo e orgulho das manifestações culturais que fazem parte da história do município. A noite foi de celebração, mas também de reflexão e fortalecimento do sentimento de pertencimento.

Um marco na valorização da identidade afro-brasileira

Com grande participação popular e uma programação abrangente, o II Encontro da Consciência Negra reafirmou o papel da ACJT na promoção da valorização cultural e no registro das raízes que constituem a memória tupanatinguense.

Eventos como este fortalecem a transmissão de saberes, estimulam o respeito às diferenças e celebram a resistência de um povo que, através da arte, da fé e da tradição, constrói diariamente a história de Tupanatinga.



sábado, 15 de novembro de 2025

NOVOS CAMINHOS À FRENTE

Uma etapa de reconstrução pessoal e novos aprendizados   

 O blog Conexão Cultural de Tupanatinga inicia, a partir de agora, uma nova linha editorial dedicada ao autoconhecimento e às práticas de cuidado pessoal, mas mantendo a mesma conexão com nossa cultura, nossas  raizes e memorias.  

A decisão nasce de um processo vivido ao longo dos últimos anos, marcado por uma nova fase de experiencia de vida.                                                                                                                        Nao deixa de ser cultural, filosofico , pscológico  e até sociológico.  As mudanças que mudam o mundo também mexe com a vida das pessoas. A travessia pode  ser pela idade, pelo o ambiente,  nova cidade, novo emprego,nova realidade, aposentadoria, ou simplesmente um surto.                                                  

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Mestra Mariquinha do Coco - Patrimonio vivo de Pernambuco de Tupanatinga

 


Mestra Mariquinha do Coco é reconhecida como Patrimônio Vivo de Pernambuco, representando Tupanatinga


A dançaria Maria Leite da Conceição Ferreira, carinhosamente conhecida como Mestra Mariquinha do Coco, acaba de receber um dos mais importantes reconhecimentos culturais do Estado: o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. Natural de Tupanatinga, no Agreste, ela é guardiã e referência maior do Samba de Coco, manifestação que preserva com dedicação desde a infância.

O título de Patrimônio Vivo foi anunciado nesta quarta-feira (6) pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), após votação do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC-PE). A entrega do prêmio será realizada nesta segunda-feira (18), às 14h, no tradicional Cinema São Luiz, no Recife.

Após o falecimento dos primeiros mestres, Mariquinha assumiu a liderança da tradição no município, mantendo viva uma herança afro-brasileira de grande valor histórico e afetivo. Com mais de sete décadas dedicadas à cultura popular, ela transforma a simplicidade e a força do seu povo em momentos de pura alegria. Ao som do ganzá, compõe suas próprias canções, encantando pela criatividade, coragem e profundo amor à arte.

No Espaço Alto do Coco, ponto de encontro e resistência cultural, Mestra Mariquinha conduz as rodas com energia contagiante. Ao convidar os dançarinos para "pisar o pé", o chão parece estremecer, embalado pelo compasso ritmado, pelo canto vibrante e pela beleza de sua alma, que se reflete em cada gesto e olhar.

Mais do que uma artista, Mariquinha é símbolo de resistência, orgulho e identidade para Tupanatinga e para todo o povo pernambucano.

Edimilson