sábado, 14 de junho de 2008

SAMUEL FREITAS: POETA , ESCRITOR E FILÓSOFO



SAMUEL FREITAS DO NASCIMENTO

Nascido em Tupanatinga – PE, no dia 12/12/1985, onde mora até hoje na avenida 31 de março S/N, estudou na escola José Emílio de Melo até a 6ª série, e no colégio Cardeal Arcoverde da 7ª ao 3º ano.
Participou de concursos de poesias do Colégio Cardeal patrocinado pela FIAT ficando entre os 80 finalistas, o único de Pernambuco.
O fato que mais influenciou sua vida e na sua personalidade foi a perca do seu pai, José Brás de Freitas, quando ainda criança.

Em 1994 ganha uma bolsa de estudos, em colégio particular na região, onde adquire os primeiros contatos literários e tem início uma grande paixão pela escrita.
Em pouco tempo torna-se, como poeta principiante da rede de ensino médio nacional, o único finalista pernambucano no concurso (Um poema Chamado Brasil).
Obtém grande destaque nas redações escolares as quais são publicadas pela própria escola nos jornais da localidade. Seu poema premiado fora publicado no jornal “comunidade” de circulação regional, sendo também homenageado como “talento da Terra”.

Um dos seus principais ideais é a realização de um livro onde possa mostrar sua potencialidade literária.
Sua mais recente conquista literária foi sua classificação no "concurso literário Graciliano Ramos" com a crônica reproduzida a seguir:



CRÔNICA 6º LUGAR NO PRÊMIO GRACILIANO RAMOS DE LITERATURA NORDESTINA


Que absurdo!


Incrível! Não consigo enxergar através das brumas do meu pensamento uma solução para essa existência absurda - principalmente quando deixo de lado meus óculos e me certifico de que ainda sou míope. Mais impressionante é a total falta de escrúpulos que tenho ao admitir que qualquer significado que tentasse dar a vida não passaria de uma apelação, e bem sórdida, em busca de uma auto-consolação.

Não sei! Talvez se fosse um pouco mais insipiente, tudo seria bem melhor; ou mais confortante. O que posso fazer, porém? Também acho que poderia, muito bem, assumir o absurdo em mim como prerrogativa inerente do cogito - convenhamos, essa concepção é assaz filosófica para o vulgo. Seria um absurdo viver como um absurdo. Sem caminho; sem diretriz; sem razão para justificar meus preconceitos; sem meios; sem fins; sem mandamentos que façam sucumbir o mais nobre de teus valores; sem amor - ah! Até tenho a petulância de sentir um ressentimento ao dizer isso assim, tão ríspido; sem moral; sem convicções... Mas, ademais, as conseqüências da minha completa falta de recursos imaginários para o percurso da vida são mínimas e irremediáveis, tanto que chega a ser absurda.Observes! As conseqüências as quais me referi já são tangíveis. Olhes meu escrito trêmulo; as frases soltas e abruptas, sem coesão; o desprovimento de nexo e de coerência por onde escorrega minha pena.

São sintomas da anomalia virulenta que toma cada ser em mim - e na minha ótica, esses seres me governam sem saber dessa enfermidade.Eu sou o absurdo, meu caro. Arrasto por aí a existência como o velho Sísifo a vagar com seu inexorável destino. Gostaria que fosse diferente, que a existência me arrastasse pelo mundo afora, mas meu instinto dominador sempre foi mais forte. Portanto, para fins didáticos, o que me tornei foi justamente o que nunca deixei de ser. Calma, serei mais claro (vai levar um esforço incomensurável) dessa vez: Eu, humano, reles humano, sou demasiado eu para mudar-me; ou seja, como causa priori de todo o aparente, estou fadado a mudar todas as coisas em si para todas as coisas em mim, quando bem entender. Tudo é, porque tudo sou. Há fragmentos de mim em tudo o que penso. Que loucura, dirás com piedade. Então que seja o tema principal dessa leitura, direi eu - afinal, deve ser loucura; já que nem sei o que, como ou por que peguei a escrever esse pergaminho (...) É uma pena expiatória ter a razão do seu lado quando esta se torna irrelevante para o superego do semelhante.Chega de fingir! Tu que tanto se regozija com as atitudes honrosas, jogando confetes e soltando ovações; que recitas Drummond; que bebes em botequins; que fornicas com agressividade; que choras dissimulando uma sincera empatia; que cospes na cruz para poder limpá-la melhor... Sim tu, impostor de mil faces. Pára dessa mania estúpida de fugir de mim. Eu sou tu. tu és eu. Somos nós os outros, e os outros, nós mesmos. Pode parecer estranho, o que na verdade é, mas é bem mais lógico assim - pelo menos acho.E nós que pensávamos nunca ler aquilo que nem chegamos a escrever.Hein! Desculpa-me, acho que excedi um pouco... por gentileza, mais um drinque...


Por Samuel do Nascimento Freitas

3 comentários:

Samuel disse...

Realmente é regozijante para mim ter o reconhecimento sincero de pessoas que aprendi a respeitar como amigos de ideais e críticos de plantão.
Uma pequena retifição seria coveniente para mim. definir-me com tais adjetivos presunçosos como caracteres adquiridos graças a Deus, é, um tanto, constrangedor... mas, agradeço a intenção.

Que bom contribuir de alguma forma com o blog...

Abraços,

Samuel freitas

edimilson disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
José Edimilson de Oliveira disse...

Graças a Deus sim! Numa época em que os jovens cada vez mais se distanciam da leitura, e principalmente da escrita. Graças a Deus por termos um poeta, escritor e filósofo, em uma só pessoa (Samuel Freitas), numa cidade onde a carência literária é evidente. É gratificante tê-lo como exemplo para os demais jovens.