sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Olimpíadas 2008

Por Edezilton Martins
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É assaz estreita a relação entre os feitos do esporte e as realizações corporativas, sucesso empresarial. O que caracteriza esta relação é o fator liderança e time.
A definição mais interessante para liderança está no livro O Monge e o Executivo: “Ser líder é servir”.
Nas partidas dos diversos esportes, sobretudo nas coletivas, se ver, particularmente, as atuações dos líderes servidores.
A partida de disputa do ouro que o futebol brasileiro feminino fez nas olimpíadas contra os Estados Unidos foi destaque a atuação de Marta.
Na partida de Volleyball masculino, na semifinal contra a Itália, quando o Brasil perdeu o primeiro set jogando abaixo do seu potencial, o destaque foi Giba. Chamou para si a responsabilidade, passou a virar todas as bolas, fazendo com que o time todo encontrasse o seu melhor volleyball.
Diferente do que vem ocorrendo com o futebol masculino: ganhou uma das últimas copas do mundo jogando mal; foi eliminado da última de modo covarde. E nestas olimpíadas foi uma vergonha. Um jogador como Ronaldinho Gaúcho não pode abdicar da função de líder: “Como jogador é um craque; como determinação mental é um perdedor.
Quando duas equipes se equivalem numa partida a determinação mental faz a diferença.
Assim como nos esportes as empresas somente obtêm sucesso se funcionam como times.

Um dos melhores sentimentos é o sentimento de vitória; campeão. Porém este sentimento não é prerrogativa dos esportistas: quem ocupa cargo de direção ou gestão de pessoas no universo empresarial pode ter o mesmo sentimento de vitória de um esportista. Bernardinho, técnico do volleyball masculino, é um excelente exemplo de gestor de pessoas de sucesso. Outro exemplo, no universo corporativo, foi Jach Welch, líder da GE que revolucionou a forma de administrar e fazer gestão de pessoas.
O sentimento de vitória pode ser vivenciado pela simples sensação do fazer bem feito, já que nem todos têm a oportunidade de assumir cargos de direção ou gestão de pessoas. Ou pela sensação de estar na vida fazendo a coisa certa, vivendo com ética, coragem e determinação.

Há, de modo geral, nas pessoas medo de serem felizes, vitoriosas, boas no que fazem, diferentes. Há, também, pessoas que ao serem boas valorizam, demasiadamente, este feito; com isto se tornam suscetíveis.
Uma pessoa, quando experimenta o sentimento de sucesso, tornar-se diferente, predestinada ao sucesso.
É necessário o sucesso. A sensação de fazer algo de modo extraordinário dá ao homem o apoio e auto-estima necessários para obter sucesso em todas as outras áreas da vida: relacionamentos pessoais, sexual, amizades, etc.
Não pode haver sucesso sem simplicidade e ética. Um homem corrupto será sempre um derrotado, ainda que aparentemente pareça vitorioso. Porque um corrupto é um covarde. O sentimento de sucesso, tão necessário para a formação do homem de sucesso, não combina com o sentimento de covardia. Ética é fundamento do sucesso.

Os esportistas de sucesso nos ensinam que não se faz um verdadeiro campeão, ou um verdadeiro homem sem simplicidade, ética e determinação mental: não há times de sucesso ou empresas de sucesso sem grandes lideres; não há grandes lideres sem ética, simplicidade e determinação mental.

3 comentários:

jose edimilson disse...
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jose edimilson disse...
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José Edimilson de Oliveira disse...

Parabéns, por essa textualidade! Momento olímpico e liderança (Bernardinho com sua liderança demonstrada no sucesso da sua equipe). Se os lideres em geral: nas empresas, política, famílias, associações, grupos de amigos, etc. pudessem se organizar em equipe feito um clube de esporte, talvez o relacionamento fosse mais prazeroso e democrático (“com certeza um bom resultado teríamos”).
Lembrando o livro" O monge e o executivo" que importância humana e social se dá ao líder: Um ser a serviço do outro; de uma comunidade. Sua preocupação holística para se chegar ao resultado sem passar por cima do seu semelhante.